23/10/2014

Salvador tem mais de 50 mil pessoas infectadas pelo HTLV, aponta FIOCRUZ

Fonte: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2014/10/salvador-tem-mais-de-50-mil-pessoas-infectadas-pelo-htlv-aponta-fiocruz.html
21/10/2014   
Do G1 BA, com informações da TV Bahia                       

Retrovírus pertence à família do HIV/Aids e atinge especialmente mulheres.
Doença facilita surgimento de doenças como leucemia e problema em pele.

Pelo menos 58 mil pessoas em Salvador possuem o retrovírus HTLV, que pertence à mesma família do HIV/Aids, de acordo com  informações da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).
O retovírus age nas células de defesa do organismo e pode ser transmitido no sexo sem proteção e no contato com sangue contaminado. Ele quase que não provoca sintomas, facilita o surgimento de doenças como a leucemia e metade dos infectados tem dificuldade para urinar e problemas na pele, informa a Fiocruz.
"Eu sentia dores na perna, eu sentia dificuldade para correr e comecei as primeiras dificuldades para andar. Era o HTLV", relata o aposentado Francisco Borges, que recebeu o diagnóstico há 13 anos. Contudo, segundo a infectologista Fernanda Grissi, a infecção atinge principalmente mulheres. "Na faixa etária acima de 50 anos, quase 10% das mulheres estão infectadas pelo vírus", diz.
Cerca de 1.700 pacientes são acompanhados gratuitamente no centro de HTLV, que fica na Faculdade Baiana de Medicina. Entre as pacientes, está Adijane Santos, que vai ao local para cuidar da saúde há cinco anos. "Conheço pessoas que estão em cadeira de rodas, acamados, por causa do HTLV. O número de infectados hoje, principalmente no nosso estado, é enorme", afirma a paciente.
 
Acessem também www.fiocruz.bahia.fiocruz.br
 http://www.bahia.fiocruz.br/?area=07X03&new=709

11/06/2014

Copa: turismo de doenças?

Vírus e bactérias podem circular com os turistas, o que exige prevenção por meio de vacinas, preservativos e cuidados com a alimentação

SHUTTER-CAROL
O Brasil já recebe milhares de turistas de todos os continentes. Muitos chegam para assistir a Copa do Mundo e aproveitar a viagem para conhecer o país. Inevitavelmente, alguns trarão companheiros indesejáveis: vírus e bactérias típicos das regiões onde vivem.
O mesmo vale para os brasileiros, que viajarão de um Estado para outro. Para piorar o quadro, será época de baixas temperaturas, quando os ambientes tendem a ser menos ventilados e propícios à propagação de micro-organismos.
Infelizmente, não há como evitar o trânsito de doenças em um evento de massas, como a Copa do Mundo, mas dá para se prevenir. Na maioria das vezes, os estrangeiros, alertados, já chegam vacinados para algumas delas. Mas os próprios brasileiros se esquecem que há regiões no país em que há riscos de contrair malária e febre amarela, por exemplo.
É também pouco conhecida a Medicina do Viajante. “Nessa especialidade é praxe recomendar medidas para quem vai viajar, pois cada local tem suas particularidades e o turista precisa ser alertado sobre elas”, explica o infectologista Esper Kallás, professor de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP e médico do núcleo de infectologia do Sírio-Libanês.
No Brasil, o turista estaria mais exposto a doenças como dengue, gripe e hepatite A e, em algumas regiões, malária e febre amarela. A dengue seria o maior problema, especialmente nas cidades de São Paulo e Campinas, que enfrentam uma epidemia da doença, mas não tão grave. Segundo estudo recente realizado por especialistas brasileiros, no pior dos casos, apenas 100 dos 600 mil turistas estrangeiros previstos durante o Mundial, menos de 0,02% do total, poderão contrair dengue durante sua estadia aqui.
De acordo com especialistas, o pico de casos de dengue no Brasil ocorre entre a 15ª e a 20ª semana do ano, e o Mundial só começará na 24ª. A dengue, em geral, é endêmica no Brasil durante o verão, quando o calor e as chuvas facilitam a propagação do mosquito Aedes Aegypti, o transmissor da doença.
O risco de contrair dengue será estatisticamente maior, embora ainda mínimo, em cidades do Norte e Nordeste do Brasil que serão sedes do Mundial, como Salvador, Fortaleza, Natal, Manaus e Recife, de acordo com o estudo.
Já os estrangeiros podem trazer doenças como o sarampo. Dos 32 países que participarão do campeonato de futebol, 19 apresentaram incidência de sarampo nos últimos anos. No Brasil, foram divulgados casos da doença em Fortaleza há poucos meses, todos relacionados a pessoas que viajaram para outros países.
De acordo com Esper Kallás, a população brasileira está numa situação privilegiada em relação ao sarampo: “Temos uma ótima cobertura, mas não podemos baixar a guarda. Nada impede que uma pessoa traga o vírus, por isso é importante ter tomado a tríplice-viral, que engloba o sarampo, a caxumba e a rubéola”.
Também pode vir na bagagem uma novidade, a Chikungunya, semelhante à dengue. O nome significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia, região em que surgiram os primeiros casos dessa doença ainda desconhecida no Brasil. Um arbovírus do gênero Alphavirus (Togaviridae) é transmitido aos seres humanos pelos mosquitos do gênero Aedes, os mesmos da dengue.
“Esse vírus está bastante presente na Ásia e apareceu com força no Caribe. Já tivemos casos no Brasil de pessoas que viajaram e voltaram com a doença. Ela lembra a dengue, mas é mais arrastada e debilitante. Por se parecerem muito, isso preocupa, pois os profissionais da saúde podem confundir as duas. Acredito que ela irá entrar por terra e pelo Nordeste, independentemente da Copa, mas só no verão”, afirma o infectologista Jessé Reis Alves, responsável pelo Check-up do Viajante do Fleury Medicina e Saúde. “Temos de ficar atentos a essa nova doença, mas o risco de ela chegar ao Brasil ainda é muito baixo”, afirma Esper Kallás.
Portos e aeroportos
Prevendo a circulação de micro-organismos durante a Copa, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou nota na qual “reafirma que as Coordenações de Portos e Aeroportos nos estados estão atentas e capacitadas para qualquer determinação de controle”. A agência também informa que os planos de contingência estão prontos para ser acionados para qualquer evento de saúde pública, e que todos os desembarques internacionais durante o evento serão acompanhados pelo órgão.
Dicas básicas
Para evitar problemas em geral, Jessé Alves dá algumas dicas, como ficar atento ao local onde comer, usar repelente e estar com a carteirinha de vacinação atualizada. “Além disso, como o período é propício para contrair gripe e resfriado, é importante lavar as mãos com mais frequência.”
Kallás concorda: “Há uma série de recomendações, mas as principais são: esteja com as vacinas em dia, faça um check-up antes da viagem e tome cuidado em regiões onde ainda ocorrem casos de malária e febre amarela, por exemplo”.
Gripe na terra do tango
A gerente financeira aposentada, Nair Silva de Andrade, 63 anos, lembra-se bem de uma viagem a Buenos Aires, Argentina, em abril de 2009. O ponto alto seria um show de tango no dia de seu aniversário. Mas a cidade passava por uma epidemia de gripe suína (H1N1) e Nair não escapou do vírus. Alternou passeios pela cidade com visitas a pronto-socorro e farmácia e, como não melhorava, antecipou sua volta ao Brasil.
“Fui a uma pneumologista em São Paulo e só melhorei mesmo dois meses depois. As únicas coisas que trouxe de minha viagem foram uma terrível gripe suína e um inalador argentino”, conta ela rindo. Só no ano seguinte conseguiu assistir ao show de tango.
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09/06/2014

Meio ambiente agradece!

Aquela garrafa Pet vazia pode ser reutilizada na confecção do Fuleco*, mascote da Copa do Mundo 2014, para diversão da criançada. Veja como:

* A origem etimológica do nome "Fuleco" é a união das palavras "futebol" e "ecologia".
**Participe desta seção enviando sua dica de sustentabilidade ou sugestões para o e-mail fiocruzsaudavel@fiocruz.br
Fonte: FIOCRUZ

20/05/2014

Cigarro eletrônico é tema do próximo Centro de Estudos

Informe ENSP 19/05/2014
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/35335
 
Na quarta-feira (21/5), o Centro de Estudos Miguel Murat da ENSP traz para debate um dos mais recentes desafios à saúde pública: o cigarro eletrônico. O tema será explorado pela secretária executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle de Tabaco e seus Protocolos (Conicq), Tânia Cavalcante, e pelo especialista em regulação e vigilância sanitária da Anvisa, André Luiz Oliveira. O evento, marcado para 14 horas no salão internacional da Escola, tem como coordenador o pesquisador Antônio Sérgio da Fonseca, é aberto a todos os interessados e não é necessária inscrição prévia. O Ceensp é promovido pelo Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Escola.

O que é cigarro eletrônico?

Cigarro eletrônico é um dispositivo eletrônico que tenta imitar, em forma e função, um cigarro comum. Para isso, o aparelho é dividido em três partes principais: cartucho (filtro), parte eletrônica e bateria. Além disso, muitos modelos ainda oferecem uma luz na ponta, simulando a brasa.

Ele produz vapor inalável com ou sem nicotina, apresentando diversos sabores (ex: tabaco, café, frutas, etc.) e podendo servir como uma alternativa ao fumante, pois, além de entregar nicotina, também proporciona sabor e sensação física semelhante a da fumaça do tabaco inalado, embora não haja tabaco, combustão e fumaça.

Há fabricantes que afirmam que ele é criado para diminuir o vício de algumas pessoas, pois a dose de nicotina pode ser diminuída com o decorrer do tempo, embora, em algumas marcas eletrônicas, não seja possível medir a quantidade de nicotina vaporizada durante seu uso. Na literatura médica é possível encontrar detratores e defensores deste meio de consumo do cigarro.

 

19/05/2014

Tese apresenta quantidade de usuários de crack nas capitais brasileiras

Publicada em -
Fonte: ENSP http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/35314
Usuários de crack e/ou similares - cocaína fumada (pasta-base, merla e oxi) - correspondem a 35% dos consumidores de drogas ilícitas (com exceção da maconha) nas capitais do país, o que soma cerca de 1 milhão de pessoas. Nas regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil, o uso de crack é bastante expressivo, sendo responsável por quase 50% do conjunto de substâncias ilícitas utilizadas (com exceção da maconha) nas capitais dessas macrorregiões. Quase 15% dos usuários de crack ou similares são menores de idade, ou seja, aproximadamente 50 mil crianças e adolescentes fazem uso desses entorpecentes nas capitais do país. Estes e outros dados foram revelados na tese de doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública pela ENSP Quantos usuários de crack e/ou similares existem nas capitais brasileiras? Resultados de um inquérito nacional com a utilização da metodologia Network Scale-Up, defendida por Neilane Bertoni dos Reis.
O trabalho integra a Pesquisa Nacional sobre Crack, realizada pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), e coordenada pelo pesquisador do Icict, Francisco Inácio Bastos. O objetivo da tese de Neilane, concluída em abril de 2014, foi estimar o tamanho da população de usuários de crack e/ou similares nas 26 capitais e Distrito Federal por meio de duas metodologias estatísticas distintas, a metodologia direta e a indireta. Confira, abaixo, a entrevista concedida pela pesquisadora ao Informe ENSP.
Informe ENSP: Qual o objetivo do seu trabalho e como ele foi desenvolvido?
Neilane Bertoni: A minha tese de doutorado teve como objetivo estimar o tamanho da população de usuários de crack e/ou similares, que são cocaínas fumadas (pasta-base, merla e óxi), nas 26 capitais federais e Distrito Federal utilizando duas metodologias estatísticas distintas, a metodologia direta e a indireta. A coleta de dados foi realizada em 2012, com aproximadamente 25 mil pessoas, residentes nas capitais do país. Essas pessoas foram visitadas em seus domicílios e responderam a questões sobre suas redes sociais (de uma forma geral e com um foco em usuários de crack e outras drogas).
Esta metodologia é denominada Network Scale-up Method (NSUM) - o único método estatístico disponível, até o momento, capaz de estimar de forma mais precisa quaisquer populações de difícil acesso, ditas “invisíveis”, sem se limitar a extrapolações de populações conhecidas, e sem restrições quanto a estimar indivíduos detidos, presos, hospitalizados, vivendo em locais abrigados (como residências de estudantes, guarnições militares, instituições religiosas etc.), fugitivos da justiça, vítimas de catástrofes naturais, entre outros.
Isto só é possível porque se trata de um método indireto, ou seja, não se pergunta diretamente ao respondente/entrevistado sobre seu próprio comportamento, e sim sobre o comportamento de outros indivíduos pertencentes à rede de contatos do respondente, residentes do mesmo município. Porém, para fins de comparação de resultados, utilizou-se também a metodologia tradicionalmente adotada em inquéritos domiciliares, que pergunta diretamente ao respondente sobre o comportamento do morador.
Informe ENSP: Quais os principais dados revelados na sua pesquisa?
Neilane: A pesquisa foi feita no ano de 2012. Portanto, estimamos que o número de usuários regulares de crack e/ou similares nas 26 capitais do país mais o distrito federal naquele período era de 370 mil pessoas, o que corresponde a 0,81% da população destes locais. E ao contrário da percepção do senso comum, as estimativas de proporção desses usuário não se mostraram mais elevadas na região Sudeste.
Outra questão é que usuários de crack e/ou similares correspondem a 35% dos consumidores de drogas ilícitas (com exceção da maconha) nas capitais do país, o que soma cerca de 1 milhão de pessoas.
Um dado interessante foi encontrado nas capitais da região Norte. Nelas, o crack e/ou similares têm uma participação amplamente minoritária no conjunto de substâncias consumidas (cerca de 20%). No entanto, nas regiões Sul e Centro-Oeste ele é bastante expressivo, correspondendo a 52% e 47%, respectivamente, de todas as drogas ilícitas (que não a maconha) consumidas nas capitais dessas macrorregiões.
O estudo também avaliou o quantitativo de usuários de crack e/ou similares menores de idade. Conforme revelou a pesquisa, 14,8% dos usuários são menores de idade, o que representa, aproximadamente 50 mil crianças e adolescentes que fazem uso dessas substâncias nas capitais do país.
Conforme explicado anteriormente, mediante a utilização do método NSUM, estimou-se que 0,81% da população residente nas capitais do país fazem uso regular de crack e/ou similares. Porém, utilizando-se da metodologia tradicionalmente utilizada em inquéritos domiciliares (direta), a estimativa gerada foi de 0,15%. Sendo assim, a estimativa de usuários de crack e/ou similares nas capitais do país gerada pela metodologia tradicional subestima o número de usuários obtido pelo método NSUM. Se considerarmos que estimamos cerca de 370 mil usuários de crack e/ou similares com a metodologia indireta, e aproximadamente 50 mil com a metodologia tradicional, percebemos que o número de usuários obtido pela metodologia direta é seis vezes menor do que a obtida pelo NSUM.
 
Informe ENSP: Por que os usuários de maconha foram excluídos das análises de drogas ilícitas?
Neilane:A exclusão da maconha das estimativas se deve a alguns fatos. A primeira questão se refere ao fato de a maconha não integrar os critérios de consumidores de drogas de alto risco (Codar) definidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS). Isso porque o seu consumo tem pequena ou nenhuma associação com a aquisição de infecções de transmissão sexual e/ou sanguínea. A partir disso, para mantermos a comparabilidade com estudos internacionais, seguimos os mesmos critérios da Opas/OMS.
Em segundo lugar, por ser uma droga cujo consumo é mais prevalente que o das demais drogas ilícitas, na imensa maioria dos países, inclusive no Brasil, sua estimação não se coaduna aos pressupostos do método, que se torna impreciso na estimação de populações de difícil acesso que não podem ser definidas como relativamente raras (prevalência inferior a 4% da população geral, ou seja, a grosso modo, equivalentes às populações de maior magnitude para as quais o método tem sido aplicado com sucesso, como os homens que fazem sexo com homens, por exemplo).
Informe ENSP: Estes são dados inéditos no país. Você acredita que o governo pode utilizá-los para subsidiar políticas e ações?
Neilane: Este estudo nos traz uma dimensão do atual problema do consumo de crack e/ou similares nas capitais do país, e pode ser visto como uma linha de base para pesquisas futuras com a utilização de mesma metodologia, com o propósito de gerar séries históricas consistentes e confiáveis. Com ele, nós não propomos diretamente intervenções ou ações. A ideia foi coletar evidências científicas de qualidade que poderão ser utilizadas pelos tomadores de decisões.
A partir destas análises será possível pensar em políticas públicas que levem em consideração, por exemplo, as diferenças quantitativas em cada macrorregião para fins de elaboração e implementação de estratégias de tratamento e afins. Ressaltamos também a importância de estratégias voltadas para a população de crianças e adolescentes, apesar dessa população não constituir a maior parte de consumidores regulares de crack e/ou similares nas capitais do Brasil.

16/05/2014

Homenagem do Blog ao Meio Ambiente

Parte 2












Homenagem do Blog ao Meio Ambientee.

É uma beleza inigualável! Cataratas e Parque Nacional - Foz de Iguaçú - Paraná - Brasil
Eu precensiei essas cenas e foi uma emoção indiscriiível. Natureza viva!
PARTE 1








TCU apresenta diagnóstico inédito sobre a saúde no Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu o relatório sistêmico de fiscalização da saúde, com a compilação dos trabalhos mais relevantes na área, realizados em 2013. Neste trabalho pioneiro, o tribunal avaliou o sistema de saúde brasileiro por meio de indicadores e constatou significativas desigualdades, tanto na comparação do modelo público com o privado, quanto dentro do próprio Sistema Único de Saúde (SUS), quando comparadas as regiões do país e as capitais e o interior.

O número de médicos por mil habitantes nas capitais do País é, em média, de 4,56, enquanto no interior, esse indicador cai para 1,11. Há variações significativas entre os estados brasileiros: no Maranhão, estado com menor número relativo, há 0,71 médico por mil habitantes; já no Distrito Federal, o número sobe para 4,09, um índice comparável ao da Noruega.

No que se refere ao tema da Assistência Hospitalar no SUS, o tribunal realizou amplo diagnóstico em 116 hospitais públicos, que concentram aproximadamente 27.614 leitos (8,6% do total de leitos na rede pública), em todos os estados da Federação. Foram identificados problemas graves, complexos e recorrentes, relacionados a: insuficiência de leitos; superlotação de emergências hospitalares; carência de profissionais de saúde; desigualdade na distribuição de médicos no País; falta de medicamentos e insumos hospitalares; ausência de equipamentos ou equipamentos obsoletos, não instalados ou sem manutenção; inadequada estrutura física; e insuficiência de recursos de tecnologia da informação.

O TCU verificou que 64% dos hospitais visitados apresentam taxa de ocupação da emergência maior do que a capacidade prevista, e em 19% essa situação ocorre com alguma frequência. Em apenas 6% não ocorre essa superlotação.

Ainda foi verificado que em 81% dos hospitais o principal problema é o déficit no quadro de profissionais. Em 63% dos hospitais, a constante falta ao trabalho dos profissionais provoca impactos substanciais na prestação dos serviços.

Além disso, foi apontado que o aumento de demandas judiciais – com o objetivo de garantir o fornecimento de medicamentos e a realização de cirurgias e procedimentos – tem trazido preocupação aos gestores da saúde, nas três esferas administrativas, pois, muitas vezes, essa interferência despreza fluxos e protocolos existentes, impõe a realização de tratamentos extremamente onerosos, e resultam em inversão de prioridades nos gastos com medicamentos, com grave impacto na programação anual de saúde. Na esfera federal, os gastos com medicamentos e insumos para cumprimento de decisões judiciais passaram de R$ 2,5 milhões em 2005 para R$ 266 milhões no ano de 2011.

Fonte: Agência TCU

11/05/2014

Criança com fibrose cística necessita de medicamentos. Pode doar?

Oi gente..queria saber se alguem conhece algum distribuidor de medicamentos. Uma pessoa amiga tem um filho com fibrose cística...
É uma luta constante contra uma doença que nao tem cura. Essa criança precisa de 3 medicamentos que não tem nos postos de saúde, nem na Secretaria de Saúde.
Pra comprar os três fica em torno de quase R$400,00, isso tratamento pra um mes apenas.
A minha amiga não tem como comprar, por isso ela está a dias tentando conseguir alguém, que talvez consiga  amostra gratis desses medicamentos, talvez com algum distribuidor.
Há dias ela fala com um e com outros e não consegue nada e nem até agora conseguiu qualquer caixa. 
Seu filho tem também problemas de estomago e figado, alem dos outros sintomas ... ja toma muitas medicações pra controlar a doença....
Se alguem puder ajudar conseguindo amostras gratis,  os medicamentos sao:

Domperidona 10 mg ( Mutilium) 90 cp
1 cp de 8/8 hrs por 30 dias

Esomeprazol 40 mg - 30 cp
1 cp em jejum por 30 dias

Forfig 200 mg  -  80 cp
1 cp de 8/8 por 10 dias
1 cp de 12/12 por 10 dias
e 1 cp  1x dia por 10 dias.

Esse tratamento essa criança fará por um mês pra ver se ele melhora dos enjos e vômito. Como ele ja tem esses problemas desde que nasceu e n^~ao sarou ate agora...certamente  terá que tomar esses remédios pro resto da vida, a mãe não sabe o vai  fazer...
Se alguem puder me ajudar,  envie email protetoraindependente@gmail.com 
Se puderem contribuir divulgando nas suas redes sociais para que alguma outra pessoa possa ajudar ficamos muitos agradecidos. 

Um abraço....

03/05/2014

Surto de Dengue em várias cidades brasileiras

veiculadas no Programa Bem Estar da Rede Globo neste feriado 1/5/14

Dengue - Doença grave que afeta os vasos sanguíneos e as plaquetas. PODE MATAR.

*Exame para verificar se a pessoa está com dengue: HEMOGRAMA (mostra o número de plaquetas, se for baixa, sinal de alerta).
*Exame para verificar se a pessoa já teve dengue: SOROLOGIA PARA A DENGUE.

*Existem 4 tipos de vírus da dengue, tipo I, II, III e IV.

Importante: Quem já teve a dengue tipo I não está livre de ter a doença tipo II, III e IV. Desta forma a pessoa que já teve a dengue uma vez, pode ter a doença pela segunda, terceira e quarta vez. A partir da segunda vez, a doença pode se manifestar de forma mais grave, o organismo pode ter reações mais intensas por já ter tido contato com um tipo de vírus, podendo apresentar uma reação inflamatória muito grande levando à falência dos órgãos vitais.

Os sintomas da dengue podem ser parecidos com os de outras doenças com gripe, sinusite, problemas estomacais... confundindo as pessoas, por isso é importante não tomar medicamentos sem falar com o médico, muito menos os remédios para baixar a febre que contenham ÁCIDO ACETIL SALICÍLICO, PORQUE ISTO PODE AGRAVAR O ESTADO DO DOENTE.

Sintomas da dengue:

*febre
*dor no corpo
*dor de cabeça
*dor atrás dos olhos
*dor nas juntas
*dor abdominal
No agravamento da doença os sintomas são:

*Febre alta
*Vômito
*Desmaio
*Boca seca
*confusão mental

Sintomas da Gripe:

*febre
*dor no corpo
*dor de cabeça
*espirros
*às vezes sinusite
*às vezes tosse
*catarro

COMO EVITAR A DENGUE:

Os mosquitos vivem 45 dias. Eles podem colocar ovos em vasos ou pratos de plantas, piscinas desativadas, pneus descartados, pisos irregulares... tudo que pode acumular água...até tampinhas de refrigerante com água podem servir p/ eles.
Os ovos do mosquito podem ficar num lugar seco até um ano p/ eclodirem quando o local ficar molhado.


*NÃO DEIXAS ÁGUA PARADA NOS VASOS E OUTROS LOCAIS DA CASA
*NÃO ACUMULAR LIXO E NÃO DEIXAR O LIXO ABERTO
*COLOCAR TELAS NAS JANELAS
*PASSAR REPELENTES NA PELE E NA ROUPA (SPRAYS)
*COLOCAR TOMADAS COM REPELENTES NA CASA
NÃO É QUALQUER REPELENTE QUE FUNCIONA P/ EVITAR A PICADA DO MOSQUITO DA DENGUE.
PROCURAR UM PRODUTO QUE CONTENHA O PRINCÍPIO ATIVO: ICARIDINA

15/04/2014

Curiosidades que todos os viciados em café deveriam saber

O café do início do dia é sagrado. E para algumas pessoas, as canecas também. Se você faz parte do grupo de viciados em cafeína, o Dia Internacional do Café é como se fosse qualquer outro dia do calendário anual. Afinal a cafeína estimula você a sobreviver no dia a dia de correria e também está presente quando você só quer ficar em casa relaxando.
Você ama café, ele é o combustível para você começar o dia com o pé direito, mesmo que os seus amigos e colegas de trabalho imaginem você assim:

Pensando em aperfeiçoar o seu processo de entusiasta de café, o Canal Mulher selecionou algumas curiosidades sobre a bebida. Só para você ficar sabendo, afinal a gente já sabe que “hábitos de café-maníaco” não mudam nunca.

De manhã cedo, por exemplo, você já acorda querendo jogar o despertador pela janela. Mas saiba que essa não é a melhor hora para tomar café. Isso porque os níveis de cortisol no seu corpo já estão altos. Esse hormônio está relacionado com o estágio de alerta e os níveis ficam bem altos quando você acaba de acordar. Então, você não precisa de café nesse horário (apesar de você sentir que precisa).
 
 
O melhor horário para tomar seu café quentinho seria entre as 9h30 e 11h30. O que chega a parecer brincadeira, mas é nesse tempo que os níveis de cortisol de uma pessoa normal começam a baixar. O mesmo acontece às 13h, 17h30 e 18h30. Os especialistas recomendam uma xícara de café pequena em cada um desses horários do dia. Mas é claro que amantes de café como nós não vamos conseguir alcançar tamanho nível de disciplina.
 
Até porque quando você não toma a sua santa xícara de café logo pela manhã, você acorda querendo declarar guerra. Mas lembre, mesmo que você consuma a sua primeira dose de cafeína no trabalho, ela ainda vai precisa de cinco minutos para começar a fazer efeito. Tente não esbarrar em ninguém nesse pequeno intervalo.
E depois desses cinco minutos... Que alegria! É tanta energia que você está pronta para qualquer relatório ou atividade que forem jogados para você durante o dia.
 
O lado negativo de tudo isso? É que o efeito do café dura em média trinta minutos. Ou seja, este será o seu estado de alerta, aproveita enquanto durar.
 
E cuidado, se você sofre de insônia, acho que já deve saber que tomar café de noite pode te deixar rolando na cama a madrugada toda.
 
Evite tomar café depois das 19h, mesmo que você fique naquele estado de abstinência que conhecemos muito bem.

Porque você sabe muito bem que a falta de sono de hoje vai causar os estragos de amanhã.
 
Mas é claro que o sono tem solução, é só beber mais café! \o/

Algumas curiosidades:

1 – O café foi consumido pela primeira vez por volta do século IX na Etiópia.

2 – Existem 65 países no mundo que cultivam o café. Todos estão na faixa equatorial da África, Ásia e América.

3 - Em 1675 Charles II, rei de Inglaterra baniu as casas de café. Ele afirmou que estas casas eram locais onde as pessoas se juntavam para conspirar contra ele.

4 – Dia 1 de Outubro é o dia oficial do café no Japão.

5 – Cientistas descobriram mais de 800 compostos aromáticos no café.

6 – O café é o segundo elemento mais comercializado no mundo, sendo petróleo o primeiro.

7 – O Brasil produz cerca de 40% do café consumido mundialmente.

8 – Um inglês de nome George Washington que vivia na Guatemala inventou o café instantâneo em 1906.

9 – Um quilo de café tem entre 4.000 e 5.000 grãos de café.

10 – O café é usado como bebida há mais de 700 anos.

11 – O café preto simples sem açúcar não contém calorias.

12 – Mundialmente, mais de 20 milhões de pessoas trabalham na indústria do café.

13 – Existem mais de 25 tipos de plantas de café, mas apenas 2 são populares: a Robusta e a Arábica.

14 – A espécie de planta Arábica tem um aroma intenso e um sabor suave e profundo e tem uma quantidade mínima de cafeína.

15 – A espécie de café Robusta é uma espécie vigorosa, de sabor forte e um teor de cafeína mais elevado.
Fontes: [ POP/Canal Mulher/ Café Fácil ]

11/04/2014

Fiocruz alerta para chegada da chikungunia, doença parecida com a dengue, no Brasil


Mosquito da chikungunya é o mesmo que transmite a dengue.
Mosquito da chikungunya é o mesmo que transmite a dengue. Foto: James Gathany / CDC

Extra

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu, nesta terça-feira, um alerta para a possibilidade de o vírus chikungunya se espalhar pelo Brasil e por outros países da América, após causar epidemias na Ásia, África, Europa e Caribe. A doença tem sintomas parecidos com a dengue e também é transmitida pelo Aedes aegypti. Um estudo desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur revela que, em cidades populosas como o Rio de Janeiro, onde há grande infestação do mosquito, por exemplo, o risco de disseminação da virose é muito grande.
Segundo o pesquisador do IOC e coordenador do estudo, Ricardo Lourenço, a preocupação aumentou no continente americano após a identificação de um caso suspeito de chikungunya na ilha de Saint Martin, no Caribe, em dezembro do ano passado. Casos no Brasil já foram registrados, mas todos importados de outros países. “Desde 2004, o vírus vem se alastrando pelo mundo e já houve registro de casos importados no Brasil, envolvendo pessoas que viajaram para outros países. A transmissão em solo brasileiro ainda não ocorreu, mas a pesquisa recém concluída revela que há um risco real e é preciso agir para evitar uma epidemia grave, uma vez que os mosquitos transmissores são os mesmos da dengue”, alerta Lourenço.
Além do Aedes aegypti, outro mosquito da mesma família, o Aedes albopictus também é capaz de transmitir o vírus da chikungunya. Em uma pesquisa com mosquitos desse tipo encontrados no Rio de Janeiro, foi constatado que 97% deles conseguem realizar a transmissão após picar alguém contaminado. O estudo constatou que o inseto é capaz de realizar esse processo apenas dois dias depois de ser infectado.
Não existe vacina, nem remédio para combater a chikungunya. O tratamento da doença também é semelhante ao da dengue, com hidratação constante e medicamentos para aliviar as dores, que costumam atingir músculos, articulações e cabeça, e podem perdurar por vários dias e pode até levar o paciente a óbito. A única maneira de evitar essa doença é impedir a reprodução do mosquito. “Além da dengue, que é um risco constante no Brasil, há agora um novo motivo para as autoridades e a população reforçarem as ações contra os mosquitos vetores, que são os mesmos”, explica Lourenço.
Ajude o EXTRA a combater a dengue! Denuncie possíveis focos de reprodução do mosquito. Preencha nosso formulário e denuncie o foco da dengue ou envie mensagem para o Whatsapp do EXTRA. Adicione os números (21) 99644-1263 e (21) 99809-9952 nos seus contatos e mande a sua mensagem.



Crédito: Extra

Pesquisa alerta para risco da febre do chikungunya se espalhar nas Américas


Fonte: IOC/Fiocruz

Após causar epidemias na Ásia, África, Europa e Caribe, o vírus chikungunyatem grande possibilidade de se espalhar pelo Brasil e por outros países das Américas, segundo um estudo desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur. A pesquisa, publicada noJournal of Virology, revela que em cidades populosas como o Rio de Janeiro, onde há grande infestação de mosquitos Aedes aegypti, um dos vetores da doença, o risco de disseminação é muito alto.
De acordo com o pesquisador do Laboratório de Hematozoários do IOC e coordenador do estudo, Ricardo Lourenço, a preocupação no continente americano cresceu depois que casos suspeitos da febre do chikungunya foram identificados na ilha de Saint Martin, no Caribe, em dezembro de 2013. “Desde 2004, o vírus vem se alastrando pelo mundo e já houve registro de casos importados no Brasil, envolvendo pessoas que viajaram para outros países. A transmissão da doença em solo brasileiro ainda não ocorreu, mas a pesquisa recém concluída revela que há um risco real e é preciso agir para evitar uma epidemia grave, uma vez que os mosquitos transmissores são os mesmos da dengue”, afirmou.
O estudo comprova, pela primeira vez, que os mosquitos Aedes aegypit eAedes albopictus de dez países do continente americano são altamente capazes de transmitir chikungunya. Porém, a maior eficiência para disseminar a doença foi encontrada nos vetores da América Latina, com destaque para o Rio de Janeiro. Em uma das populações de Aedes albopictus da cidade, foi identificado que 96,7% dos insetos passaram a transmitir o vírus uma semana após ter ingerido sangue contaminado. Porém, o vírus pode ser transmitido pela picada de mosquitos do Rio de Janeiro apenas dois dias depois dos mosquitos terem sido infectados.
Sintomas semelhantes ao da dengue
Não existe vacina, nem remédio específico contra o chikungunya. O tratamento da doença consiste em hidratação e uso de medicamentos para aliviar os sintomas semelhantes aos da dengue, incluindo, ainda, fortes dores nas articulações que podem perdurar por vários dias. Segundo a Organização Mundial da Saúde, complicações graves são raras, mas em pessoas idosas, a infecção pode contribuir para a morte.
De acordo com o especialista, o controle da doença depende do combate aos mosquitos. “Além da dengue, que é um risco constante no Brasil, há agora um novo motivo para as autoridades e a população reforçarem as ações contra os mosquitos vetores, que são os mesmos”.

11/02/2014

Esporotricose: pesquisadores esclarecem sobre a doença, que pode afetar animais e humanos


Causada pelo fungo Sporothrix schenckii, a esporotricose é uma micose que pode afetar animais e humanos. Desde o final da década de 1990, no Estado do Rio de Janeiro, tem sido grande a ocorrência da doença em animais, especialmente em gatos. Humanos também podem ser contaminados. Há tratamento para a micose, e o diagnóstico dos animais já pode ser feito na maioria das clínicas veterinárias. Por isso, não abandone, maltrate ou sacrifique o animal com suspeita da doença. Procure o tratamento adequado e se informe sobre os cuidados que deve ter para cuidar de seu animal sem colocar em risco a própria saúde. São essas algumas das orientações dos veterinários que estudam o agravo. Na Fiocruz, o Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec) é a unidade que pesquisa a esporotricose; foram alguns de seus pesquisadores que responderam às perguntas abaixo, selecionadas a partir das questões mais frequentes enviadas ao Fale Conosco
Quais são os principais sinais clínicos e sintomas da esporotricose?
Nos gatos, as manifestações clínicas da esporotricose são variadas. Os sinais mais observados são as lesões ulceradas na pele, ou seja, feridas profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. A esporotricose está incluída no grupo das micoses subcutâneas.
A esporotricose atinge quais animais? Como é o contágio?
Embora a esporotricose já tenha sido relacionada a arranduras ou mordeduras de cães, ratos e outros pequenos animais, os gatos são os principais animais afetados e podem transmitir a doença para os seres humanos. O fungo causador da esporotricose geralmente habita o solo, palhas, vegetais e também madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos. Animais contaminados, em especial os gatos, também transmitem a doença, por meio de arranhões, mordidas e contato direto da pele lesionada.
A esporotricose se manifesta em humanos?
Sim. O homem pega o fungo geralmente após algum pequeno acidente, como uma pancada ou esbarrão, onde a pele entra em contato com algum meio contaminado pelo fungo. Por exemplo: tábuas úmidas de madeira. Outra forma de contágio são arranhões e mordidas de animais que já tenham a doença. Ou o contato de pele diretamente com as lesões de bichos contaminados. Mas, importante: isso não significa que os animais doentes não devam ser tratados. Pelo contrário. A melhor solução para evitar que a doença se espalhe é cuidar dos animais doentes, adotando, para isso, algumas precauções simples, como o uso de luvas e a lavagem cuidadosa das mãos.
Como é possível identificar a esporotricose em humanos?
A doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente aparecem nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de carocinhos ou feridas. Como pode ser confundida com outras doenças de pele, o ideal é procurar um dermatologista, que vai fazer o diagnóstico adequado.
Os gatos podem transmitir esporotricose para as pessoas?
Sim, por meio de arranhões, mordidas e contato direto com a lesão. Por isso é importante que o diagnóstico seja feito rapidamente e que o animal doente receba o tratamento adequado. Animais doentes não devem nunca ser abandonados. Se isso acontecer, eles vão espalhar ainda mais a doença. Caso suspeite que seu animal de estimação tenha esporotricose, você deve procurar um médico veterinário, que vai orientá-lo sobre como cuidar dele sem correr o risco de ser também contaminado.
É possível que um gato doente contamine outros animais que convivem no mesmo ambiente, como uma casa, quintal ou apartamento?
Sim. Por isso é aconselhável isolar o gato do contato com outros animais, separando-o num ambiente próprio, para que receba os cuidados de que necessita sem comprometer a saúde dos outros bichos da casa. Outro cuidado muito importante: em caso de morte do animal com esporotricose, é essencial que o corpo seja cremado, e não enterrado. Isso porque a micose pode se espalhar pelo solo, espalhando a doença entre outros animais.
Que cuidados podem evitar a transmissão?
Uma boa higienização do ambiente pode ajudar a reduzir a quantidade de fungos dispersos e, assim, novas contaminações. É também importante não manusear demais o animal, usar luvas e lavar bem as mãos. Em caso de morte dos animais doentes, não se deve enterrar os corpos, e sim incinerá-los, para evitar que o fungo se espalhe pelo solo.
Onde levar um gato com suspeita de esporotricose para ser atendido?
O animal com suspeita de esporotricose deve ser levado a uma clínica veterinária. Há atendimentos de baixo custo e alguns gratuitos. No Rio de Janeiro, o animal pode ser encaminhado à Unidade de Medicina Veterinária da Prefeitura, que presta atendimento de segunda a sexta-feira, pela manhã e à tarde, com distribuição de números por ordem de chegada. Para mais informações acesse o site www0.rio.rj.gov.br/ijv .
A Fiocruz, por meio do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), também oferece atendimento. No entanto, o serviço já está trabalhando com sua capacidade de atendimento esgotada, devido ao excesso de procura nos últimos meses. Isso significa que, por ora, a Fiocruz não pode atender a novos casos.
Por sua vez, o Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman também pode contribuir com informações. O IJV fica na Avenida Bartolomeu Gusmão 1.120, em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O contato é: ijv@rio.rj.gov.br .
Sugerimos ainda o contato com a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais:
Telefone geral: (21) 3402-0388 (Centro de Proteção Animal);
Ouvidoria de atendimento: 3402-5417;
Administração no Centro Administrativo São Sebastião (CASS): 2292-6516;
Prefeitura: 1746;
Unidade Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (UJV):ijv@rio.rj.gov.br
E o atendimento às pessoas, onde é feito?
A população pode procurar clínicas e ambulatórios de dermatologia. O Ipec/Fiocruz atende pessoas com doenças infecciosas e parasitárias, inclusive da pele. Porém, para ser atendido é necessário comparecer ao ambulatório portando um encaminhamento médico que especifique a razão do atendimento.
Se há alguma lesão, o paciente pode comparecer até as 10h no Ambulatório do Ipec (às terças, quartas e quintas-feiras) e, tendo vaga, haverá atendimento.
Informamos ainda que os dias de atendimento podem variar de acordo com o período de férias dos médicos, desta forma sugerimos que ligue antes para o número (21) 3865-9506.
Para qual órgão devo comunicar que existem casos de esporotricose na região onde moro?
Ao Centro de Controle de Zoonoses do seu município. No Rio de Janeiro, o telefone é (21) 3395-1595. Caso não exista um setor como esse no seu município, sugerimos que comunique o caso à Secretaria de Saúde, pois é uma doença que pode contaminar os seres humanos.
Outro contato pode ser feito com a Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, pelo telefone 1746 ou no site http://www.1746.rio.gov.br/servicos.php.
Qual o tratamento indicado para gatos? E para humanos?
O tratamento recomendado, na maioria dos casos humanos e animais, é o antifúngico itraconazol. A dose a ser administrada deve ser avaliada pelo veterinário, de acordo com a gravidade da doença. Mas, dependendo do caso, outros fármacos podem ser usados.
Como conseguir o medicamento? A Fiocruz oferece gratuitamente?
É possível comprá-lo em farmácias de todo o país. O fornecimento de medicamentos pela Fiocruz é restrito àqueles pacientes que estão regularmente matriculados, bem como aos animais que estão em acompanhamento no Laboratório de Pesquisa Clínica em Dermatozoonoses em Animais Domésticos.
Onde posso conseguir o medicamento por um preço reduzido?
Pesquisadores do Laboratório de Pesquisa Clínica em Dermatozoonoses em Animais Domésticos citaram a Ultrafarma (www.ultrafarma.com.br), que tem como foco a venda de medicamentos genéricos, como alternativa no mercado. Entre em contato com a empresa para verificar a disponibilidade do medicamento.
Quanto tempo dura o tratamento?
Dependendo do caso, o tratamento pode durar meses ou mais de um ano. É muito importante que o tratamento seja seguido à risca.
É contagiosa apenas por contato ou o fungo também pode ser transmitido pelo ar?
A transmissão do fungo através da inalação é possível, mas é rara.
Já existe ou está sendo desenvolvida alguma vacina contra a esporotricose?
Não existe vacina contra esporotricose, mas alguns estudos vêm sendo desenvolvidos.
Existe transmissão entre humanos? Ou seja: uma pessoa com esporotricose pode transmiti-la para outra?
Não há registros de casos deste tipo de transmissão. Pelo que se sabe, as pessoas só contraem a doença pelo contato com meios ou animais contaminados.
Para mais informações, localização e contato:
Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas
Avenida Brasil 4.365 - Manguinhos, Rio de Janeiro
Contatos: 
Atendimento Pessoas: (21) 3865-9506

Fax: (21) 2290-4532
http://www.ipec.fiocruz.br