15/04/2014

Curiosidades que todos os viciados em café deveriam saber

O café do início do dia é sagrado. E para algumas pessoas, as canecas também. Se você faz parte do grupo de viciados em cafeína, o Dia Internacional do Café é como se fosse qualquer outro dia do calendário anual. Afinal a cafeína estimula você a sobreviver no dia a dia de correria e também está presente quando você só quer ficar em casa relaxando.
Você ama café, ele é o combustível para você começar o dia com o pé direito, mesmo que os seus amigos e colegas de trabalho imaginem você assim:

Pensando em aperfeiçoar o seu processo de entusiasta de café, o Canal Mulher selecionou algumas curiosidades sobre a bebida. Só para você ficar sabendo, afinal a gente já sabe que “hábitos de café-maníaco” não mudam nunca.

De manhã cedo, por exemplo, você já acorda querendo jogar o despertador pela janela. Mas saiba que essa não é a melhor hora para tomar café. Isso porque os níveis de cortisol no seu corpo já estão altos. Esse hormônio está relacionado com o estágio de alerta e os níveis ficam bem altos quando você acaba de acordar. Então, você não precisa de café nesse horário (apesar de você sentir que precisa).
 
 
O melhor horário para tomar seu café quentinho seria entre as 9h30 e 11h30. O que chega a parecer brincadeira, mas é nesse tempo que os níveis de cortisol de uma pessoa normal começam a baixar. O mesmo acontece às 13h, 17h30 e 18h30. Os especialistas recomendam uma xícara de café pequena em cada um desses horários do dia. Mas é claro que amantes de café como nós não vamos conseguir alcançar tamanho nível de disciplina.
 
Até porque quando você não toma a sua santa xícara de café logo pela manhã, você acorda querendo declarar guerra. Mas lembre, mesmo que você consuma a sua primeira dose de cafeína no trabalho, ela ainda vai precisa de cinco minutos para começar a fazer efeito. Tente não esbarrar em ninguém nesse pequeno intervalo.
E depois desses cinco minutos... Que alegria! É tanta energia que você está pronta para qualquer relatório ou atividade que forem jogados para você durante o dia.
 
O lado negativo de tudo isso? É que o efeito do café dura em média trinta minutos. Ou seja, este será o seu estado de alerta, aproveita enquanto durar.
 
E cuidado, se você sofre de insônia, acho que já deve saber que tomar café de noite pode te deixar rolando na cama a madrugada toda.
 
Evite tomar café depois das 19h, mesmo que você fique naquele estado de abstinência que conhecemos muito bem.

Porque você sabe muito bem que a falta de sono de hoje vai causar os estragos de amanhã.
 
Mas é claro que o sono tem solução, é só beber mais café! \o/

Algumas curiosidades:

1 – O café foi consumido pela primeira vez por volta do século IX na Etiópia.

2 – Existem 65 países no mundo que cultivam o café. Todos estão na faixa equatorial da África, Ásia e América.

3 - Em 1675 Charles II, rei de Inglaterra baniu as casas de café. Ele afirmou que estas casas eram locais onde as pessoas se juntavam para conspirar contra ele.

4 – Dia 1 de Outubro é o dia oficial do café no Japão.

5 – Cientistas descobriram mais de 800 compostos aromáticos no café.

6 – O café é o segundo elemento mais comercializado no mundo, sendo petróleo o primeiro.

7 – O Brasil produz cerca de 40% do café consumido mundialmente.

8 – Um inglês de nome George Washington que vivia na Guatemala inventou o café instantâneo em 1906.

9 – Um quilo de café tem entre 4.000 e 5.000 grãos de café.

10 – O café é usado como bebida há mais de 700 anos.

11 – O café preto simples sem açúcar não contém calorias.

12 – Mundialmente, mais de 20 milhões de pessoas trabalham na indústria do café.

13 – Existem mais de 25 tipos de plantas de café, mas apenas 2 são populares: a Robusta e a Arábica.

14 – A espécie de planta Arábica tem um aroma intenso e um sabor suave e profundo e tem uma quantidade mínima de cafeína.

15 – A espécie de café Robusta é uma espécie vigorosa, de sabor forte e um teor de cafeína mais elevado.
Fontes: [ POP/Canal Mulher/ Café Fácil ]

11/04/2014

Fiocruz alerta para chegada da chikungunia, doença parecida com a dengue, no Brasil


Mosquito da chikungunya é o mesmo que transmite a dengue.
Mosquito da chikungunya é o mesmo que transmite a dengue. Foto: James Gathany / CDC

Extra

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu, nesta terça-feira, um alerta para a possibilidade de o vírus chikungunya se espalhar pelo Brasil e por outros países da América, após causar epidemias na Ásia, África, Europa e Caribe. A doença tem sintomas parecidos com a dengue e também é transmitida pelo Aedes aegypti. Um estudo desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur revela que, em cidades populosas como o Rio de Janeiro, onde há grande infestação do mosquito, por exemplo, o risco de disseminação da virose é muito grande.
Segundo o pesquisador do IOC e coordenador do estudo, Ricardo Lourenço, a preocupação aumentou no continente americano após a identificação de um caso suspeito de chikungunya na ilha de Saint Martin, no Caribe, em dezembro do ano passado. Casos no Brasil já foram registrados, mas todos importados de outros países. “Desde 2004, o vírus vem se alastrando pelo mundo e já houve registro de casos importados no Brasil, envolvendo pessoas que viajaram para outros países. A transmissão em solo brasileiro ainda não ocorreu, mas a pesquisa recém concluída revela que há um risco real e é preciso agir para evitar uma epidemia grave, uma vez que os mosquitos transmissores são os mesmos da dengue”, alerta Lourenço.
Além do Aedes aegypti, outro mosquito da mesma família, o Aedes albopictus também é capaz de transmitir o vírus da chikungunya. Em uma pesquisa com mosquitos desse tipo encontrados no Rio de Janeiro, foi constatado que 97% deles conseguem realizar a transmissão após picar alguém contaminado. O estudo constatou que o inseto é capaz de realizar esse processo apenas dois dias depois de ser infectado.
Não existe vacina, nem remédio para combater a chikungunya. O tratamento da doença também é semelhante ao da dengue, com hidratação constante e medicamentos para aliviar as dores, que costumam atingir músculos, articulações e cabeça, e podem perdurar por vários dias e pode até levar o paciente a óbito. A única maneira de evitar essa doença é impedir a reprodução do mosquito. “Além da dengue, que é um risco constante no Brasil, há agora um novo motivo para as autoridades e a população reforçarem as ações contra os mosquitos vetores, que são os mesmos”, explica Lourenço.
Ajude o EXTRA a combater a dengue! Denuncie possíveis focos de reprodução do mosquito. Preencha nosso formulário e denuncie o foco da dengue ou envie mensagem para o Whatsapp do EXTRA. Adicione os números (21) 99644-1263 e (21) 99809-9952 nos seus contatos e mande a sua mensagem.



Crédito: Extra

Pesquisa alerta para risco da febre do chikungunya se espalhar nas Américas


Fonte: IOC/Fiocruz

Após causar epidemias na Ásia, África, Europa e Caribe, o vírus chikungunyatem grande possibilidade de se espalhar pelo Brasil e por outros países das Américas, segundo um estudo desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur. A pesquisa, publicada noJournal of Virology, revela que em cidades populosas como o Rio de Janeiro, onde há grande infestação de mosquitos Aedes aegypti, um dos vetores da doença, o risco de disseminação é muito alto.
De acordo com o pesquisador do Laboratório de Hematozoários do IOC e coordenador do estudo, Ricardo Lourenço, a preocupação no continente americano cresceu depois que casos suspeitos da febre do chikungunya foram identificados na ilha de Saint Martin, no Caribe, em dezembro de 2013. “Desde 2004, o vírus vem se alastrando pelo mundo e já houve registro de casos importados no Brasil, envolvendo pessoas que viajaram para outros países. A transmissão da doença em solo brasileiro ainda não ocorreu, mas a pesquisa recém concluída revela que há um risco real e é preciso agir para evitar uma epidemia grave, uma vez que os mosquitos transmissores são os mesmos da dengue”, afirmou.
O estudo comprova, pela primeira vez, que os mosquitos Aedes aegypit eAedes albopictus de dez países do continente americano são altamente capazes de transmitir chikungunya. Porém, a maior eficiência para disseminar a doença foi encontrada nos vetores da América Latina, com destaque para o Rio de Janeiro. Em uma das populações de Aedes albopictus da cidade, foi identificado que 96,7% dos insetos passaram a transmitir o vírus uma semana após ter ingerido sangue contaminado. Porém, o vírus pode ser transmitido pela picada de mosquitos do Rio de Janeiro apenas dois dias depois dos mosquitos terem sido infectados.
Sintomas semelhantes ao da dengue
Não existe vacina, nem remédio específico contra o chikungunya. O tratamento da doença consiste em hidratação e uso de medicamentos para aliviar os sintomas semelhantes aos da dengue, incluindo, ainda, fortes dores nas articulações que podem perdurar por vários dias. Segundo a Organização Mundial da Saúde, complicações graves são raras, mas em pessoas idosas, a infecção pode contribuir para a morte.
De acordo com o especialista, o controle da doença depende do combate aos mosquitos. “Além da dengue, que é um risco constante no Brasil, há agora um novo motivo para as autoridades e a população reforçarem as ações contra os mosquitos vetores, que são os mesmos”.

07/04/2014

Gentileza Gera Gentileza! | Agente de Trânsito Jobson Meirelles de Vila ...

11/02/2014

Esporotricose: pesquisadores esclarecem sobre a doença, que pode afetar animais e humanos


Causada pelo fungo Sporothrix schenckii, a esporotricose é uma micose que pode afetar animais e humanos. Desde o final da década de 1990, no Estado do Rio de Janeiro, tem sido grande a ocorrência da doença em animais, especialmente em gatos. Humanos também podem ser contaminados. Há tratamento para a micose, e o diagnóstico dos animais já pode ser feito na maioria das clínicas veterinárias. Por isso, não abandone, maltrate ou sacrifique o animal com suspeita da doença. Procure o tratamento adequado e se informe sobre os cuidados que deve ter para cuidar de seu animal sem colocar em risco a própria saúde. São essas algumas das orientações dos veterinários que estudam o agravo. Na Fiocruz, o Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec) é a unidade que pesquisa a esporotricose; foram alguns de seus pesquisadores que responderam às perguntas abaixo, selecionadas a partir das questões mais frequentes enviadas ao Fale Conosco
Quais são os principais sinais clínicos e sintomas da esporotricose?
Nos gatos, as manifestações clínicas da esporotricose são variadas. Os sinais mais observados são as lesões ulceradas na pele, ou seja, feridas profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. A esporotricose está incluída no grupo das micoses subcutâneas.
A esporotricose atinge quais animais? Como é o contágio?
Embora a esporotricose já tenha sido relacionada a arranduras ou mordeduras de cães, ratos e outros pequenos animais, os gatos são os principais animais afetados e podem transmitir a doença para os seres humanos. O fungo causador da esporotricose geralmente habita o solo, palhas, vegetais e também madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos. Animais contaminados, em especial os gatos, também transmitem a doença, por meio de arranhões, mordidas e contato direto da pele lesionada.
A esporotricose se manifesta em humanos?
Sim. O homem pega o fungo geralmente após algum pequeno acidente, como uma pancada ou esbarrão, onde a pele entra em contato com algum meio contaminado pelo fungo. Por exemplo: tábuas úmidas de madeira. Outra forma de contágio são arranhões e mordidas de animais que já tenham a doença. Ou o contato de pele diretamente com as lesões de bichos contaminados. Mas, importante: isso não significa que os animais doentes não devam ser tratados. Pelo contrário. A melhor solução para evitar que a doença se espalhe é cuidar dos animais doentes, adotando, para isso, algumas precauções simples, como o uso de luvas e a lavagem cuidadosa das mãos.
Como é possível identificar a esporotricose em humanos?
A doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente aparecem nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de carocinhos ou feridas. Como pode ser confundida com outras doenças de pele, o ideal é procurar um dermatologista, que vai fazer o diagnóstico adequado.
Os gatos podem transmitir esporotricose para as pessoas?
Sim, por meio de arranhões, mordidas e contato direto com a lesão. Por isso é importante que o diagnóstico seja feito rapidamente e que o animal doente receba o tratamento adequado. Animais doentes não devem nunca ser abandonados. Se isso acontecer, eles vão espalhar ainda mais a doença. Caso suspeite que seu animal de estimação tenha esporotricose, você deve procurar um médico veterinário, que vai orientá-lo sobre como cuidar dele sem correr o risco de ser também contaminado.
É possível que um gato doente contamine outros animais que convivem no mesmo ambiente, como uma casa, quintal ou apartamento?
Sim. Por isso é aconselhável isolar o gato do contato com outros animais, separando-o num ambiente próprio, para que receba os cuidados de que necessita sem comprometer a saúde dos outros bichos da casa. Outro cuidado muito importante: em caso de morte do animal com esporotricose, é essencial que o corpo seja cremado, e não enterrado. Isso porque a micose pode se espalhar pelo solo, espalhando a doença entre outros animais.
Que cuidados podem evitar a transmissão?
Uma boa higienização do ambiente pode ajudar a reduzir a quantidade de fungos dispersos e, assim, novas contaminações. É também importante não manusear demais o animal, usar luvas e lavar bem as mãos. Em caso de morte dos animais doentes, não se deve enterrar os corpos, e sim incinerá-los, para evitar que o fungo se espalhe pelo solo.
Onde levar um gato com suspeita de esporotricose para ser atendido?
O animal com suspeita de esporotricose deve ser levado a uma clínica veterinária. Há atendimentos de baixo custo e alguns gratuitos. No Rio de Janeiro, o animal pode ser encaminhado à Unidade de Medicina Veterinária da Prefeitura, que presta atendimento de segunda a sexta-feira, pela manhã e à tarde, com distribuição de números por ordem de chegada. Para mais informações acesse o site www0.rio.rj.gov.br/ijv .
A Fiocruz, por meio do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), também oferece atendimento. No entanto, o serviço já está trabalhando com sua capacidade de atendimento esgotada, devido ao excesso de procura nos últimos meses. Isso significa que, por ora, a Fiocruz não pode atender a novos casos.
Por sua vez, o Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman também pode contribuir com informações. O IJV fica na Avenida Bartolomeu Gusmão 1.120, em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O contato é: ijv@rio.rj.gov.br .
Sugerimos ainda o contato com a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais:
Telefone geral: (21) 3402-0388 (Centro de Proteção Animal);
Ouvidoria de atendimento: 3402-5417;
Administração no Centro Administrativo São Sebastião (CASS): 2292-6516;
Prefeitura: 1746;
Unidade Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (UJV):ijv@rio.rj.gov.br
E o atendimento às pessoas, onde é feito?
A população pode procurar clínicas e ambulatórios de dermatologia. O Ipec/Fiocruz atende pessoas com doenças infecciosas e parasitárias, inclusive da pele. Porém, para ser atendido é necessário comparecer ao ambulatório portando um encaminhamento médico que especifique a razão do atendimento.
Se há alguma lesão, o paciente pode comparecer até as 10h no Ambulatório do Ipec (às terças, quartas e quintas-feiras) e, tendo vaga, haverá atendimento.
Informamos ainda que os dias de atendimento podem variar de acordo com o período de férias dos médicos, desta forma sugerimos que ligue antes para o número (21) 3865-9506.
Para qual órgão devo comunicar que existem casos de esporotricose na região onde moro?
Ao Centro de Controle de Zoonoses do seu município. No Rio de Janeiro, o telefone é (21) 3395-1595. Caso não exista um setor como esse no seu município, sugerimos que comunique o caso à Secretaria de Saúde, pois é uma doença que pode contaminar os seres humanos.
Outro contato pode ser feito com a Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, pelo telefone 1746 ou no site http://www.1746.rio.gov.br/servicos.php.
Qual o tratamento indicado para gatos? E para humanos?
O tratamento recomendado, na maioria dos casos humanos e animais, é o antifúngico itraconazol. A dose a ser administrada deve ser avaliada pelo veterinário, de acordo com a gravidade da doença. Mas, dependendo do caso, outros fármacos podem ser usados.
Como conseguir o medicamento? A Fiocruz oferece gratuitamente?
É possível comprá-lo em farmácias de todo o país. O fornecimento de medicamentos pela Fiocruz é restrito àqueles pacientes que estão regularmente matriculados, bem como aos animais que estão em acompanhamento no Laboratório de Pesquisa Clínica em Dermatozoonoses em Animais Domésticos.
Onde posso conseguir o medicamento por um preço reduzido?
Pesquisadores do Laboratório de Pesquisa Clínica em Dermatozoonoses em Animais Domésticos citaram a Ultrafarma (www.ultrafarma.com.br), que tem como foco a venda de medicamentos genéricos, como alternativa no mercado. Entre em contato com a empresa para verificar a disponibilidade do medicamento.
Quanto tempo dura o tratamento?
Dependendo do caso, o tratamento pode durar meses ou mais de um ano. É muito importante que o tratamento seja seguido à risca.
É contagiosa apenas por contato ou o fungo também pode ser transmitido pelo ar?
A transmissão do fungo através da inalação é possível, mas é rara.
Já existe ou está sendo desenvolvida alguma vacina contra a esporotricose?
Não existe vacina contra esporotricose, mas alguns estudos vêm sendo desenvolvidos.
Existe transmissão entre humanos? Ou seja: uma pessoa com esporotricose pode transmiti-la para outra?
Não há registros de casos deste tipo de transmissão. Pelo que se sabe, as pessoas só contraem a doença pelo contato com meios ou animais contaminados.
Para mais informações, localização e contato:
Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas
Avenida Brasil 4.365 - Manguinhos, Rio de Janeiro
Contatos: 
Atendimento Pessoas: (21) 3865-9506

Fax: (21) 2290-4532
http://www.ipec.fiocruz.br

Piolho: pesquisador esclarece o que é a pediculose, doença provocada pelo inseto

Por: Lucas Rocha/ Instituto Oswaldo Cruz

O início do período escolar traz à tona um problema capaz de deixar muitos pais e professores de cabelo em pé. A infestação por piolhos, que atinge a humanidade há milhares de anos, encontra na aglomeração diária de crianças o ambiente ideal para se proliferar. O biólogo Júlio Vianna Barbosa, pesquisador do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), desenvolve atividades educativas sobre o problema que ainda é alvo de preconceito. Em entrevista, Júlio esclarece que o piolho é um inseto que provoca uma doença (a pediculose, causada a partir da infestação pelo inseto Pediculus humanus humanus), aborda mitos e verdades sobre o assunto e defende ações educativas como a mais importante estratégia para um tratamento eficaz.
O que são os piolhos?
Os piolhos são pequenos insetos que parasitam o homem e provocam uma doença chamada pediculose. Eles se alimentam exclusivamente de sangue, preferem ambientes quentes, escuros e úmidos e depositam seus ovos nos fios de cabelo.
Quais são as espécies desse inseto?
Existem três tipos de piolho que parasitam o homem: o piolho da cabeça (Pediculus humanus capitis), o do corpo (Pediculus humanus corporis ), popularmente chamado de ‘muquirana’, e o da região pubiana (Phthirus pubis), conhecido como ‘chato’.  

Como é seu ciclo de vida?
Os piolhos passam por três estágios de desenvolvimento. A fêmea do piolho coloca seus ovos, conhecidos como lêndeas, envoltos numa espécie de cola que os adere aos fios de cabelo. De sete a dez dias depois, estes ovos liberam as ninfas – nome do estágio do  piolho logo que sai do ovo. De nove a 12 dias depois, as ninfas chegam à fase adulta. Nesse estágio, os piolhos vivem cerca de 30 dias e vão se alimentar com sangue e acasalar, reiniciando o ciclo. A fêmea produz, em média, de 150 a 300 ovos ao longo da vida. A temperatura elevada é um fator importante para a proliferação dos piolhos. Quanto maior a temperatura, mais acelerado é o desenvolvimento do piolho dentro do ovo. Por isso, há maior incidência do inseto no verão.
Como acontece a transmissão?
Apesar de ser um inseto, o piolho não tem a capacidade de voar, uma vez que não possui asas, e nem de pular, pois não possui pernas adaptadas para o salto, como é o caso da pulga. A transmissão pode ocorrer de duas maneiras: por meio do contato direto, encostando cabeças para tirar uma fotografia, por exemplo, ou pelo compartilhamento de objetos de uso pessoal, como pentes e escovas, prendedores e lenços de cabelo, bonés, capacetes, travesseiros, entre outros.
É verdade que a transmissão pode estar relacionada à falta de higiene?
Não. Isso foi um conceito muito tempo atrás. Independentemente de renda, sexo ou idade, qualquer pessoa pode ter piolho, desde que não esteja atenta ao compartilhamento de objetos de uso pessoal.
Como prevenir?
Por meio de uma medida simples é possível impedir a proliferação da pediculose. Evite compartilhar objetos de uso pessoal, como bonés, pentes e escovas, prendedores de cabelo, lenços, bandanas ou capacetes. 
O que causa a coceira?
A coceira é o primeiro sintoma da manifestação da pediculose e acontece devido à reação do corpo à alimentação do piolho. Para conseguir se alimentar do nosso sangue, o piolho utiliza  duas substâncias presentes em sua saliva. Ao encontrar um vaso sanguíneo, o inseto injeta saliva naquele local. Uma enzima anestésica impede que o homem sinta dor no momento em que o aparelho bucal do inseto penetra no couro cabeludo. Durante a alimentação, outra enzima entra em ação: com função anticoagulante, ela evita que o sangue coagule no intestino do piolho. A combinação destas substâncias promove uma reação do corpo humano, manifestando-se na forma de coceira intensa, um incômodo que geralmente começa atrás da orelha ou na região da nuca. Outro sintoma que pode se manifestar especialmente em crianças, dependendo da quantidade de piolhos, é o desenvolvimento de anemia.
Qual a forma mais eficaz de se eliminar os piolhos?
A melhor forma de se eliminar os piolhos é por meio do uso diário de pente fino. Para isso, a criança deve ser posicionada de costas, sentada, com um pano branco nos ombros para facilitar a visualização dos piolhos retirados. Com o cabelo dividido em partes, o pente fino deve ser usado da base até o final dos fios. Para facilitar, pode ser utilizado um creme de pentear. Essa recomendação é fundamental, porque os produtos disponíveis atualmente não têm efeito sobre a lêndea, que é o ovo do piolho.  Para retirar a lêndea, é recomendável que se utilize uma mistura de água e vinagre, na mesma proporção. Passe um pedaço de algodão molhado com a solução em três ou quatro fios de cabelo, da raiz até as pontas. Essa é uma receita caseira segura, que não traz riscos à saúde humana.
Qual é o risco de se utilizar métodos alternativos de combate à doença como inseticidas ou tinturas de cabelo?
Nenhum tipo de produto deve ser utilizado sem recomendação médica. O couro cabeludo funciona como uma espécie de esponja que absorve o que é aplicado na cabeça. Portanto, é preciso ter cautela. As tinturas de cabelo e os inseticidas podem até matar os piolhos, mas não eliminam as lêndeas. Além disso, esse tipo de material contém substâncias tóxicas que podem provocar lesões e infecções na criança. Outro mito comum consiste no uso de plantas, comumente associado a tratamentos naturais. Contudo, seu uso indevido pode gerar alergias e também deve ser evitado.
Existe um mito sobre a presença de lêndea morta no couro cabeludo. Você pode explicar?
Quando o piolho sai da lêndea, o ovo onde se desenvolveu, deixa para trás uma casca vazia. Devido à cola que adere as lêndeas no fio de cabelo, elas permanecem lá por muito tempo, surgindo, assim, a ideia de que poderia ser lêndea morto.
Fonte: http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/piolho-pesquisador-aponta-mitos-e-verdades-sobre-pediculose

Hanseníase: Brasil tem a segunda maior prevalência

"A hanseníase é um problema de saúde pública e possui um alto potencial incapacitante. O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos. São 34.894 ao ano." Os dados foram expostos pela fisioterapeuta do Ambulatório Souza Araújo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Lilian Pinheiro, em palestra promovida pelo Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP) acerca do tratamento da doença. De acordo com ela, apesar de ser infectocontagiosa, a hanseníase tem tratamento e é curável. Também alertaram sobre a patologia, o médico residente em saúde da família e comunidade Ricardo Lajovic, e José Augusto da Costa Nery, do Laboratório de Hanseníase do Ambulatório Souza Araújo.
Leia mais no site da ENSP http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/34620

08/10/2013

DE QUEM É A RESPONSABILIDADE DA RETIRADA DO LIXO QUE ESTÁ EM CONTAINER NA 1A. TRAV. ALAMEDA BONS AIRES - CANDEAL - SALVADOR?

Desde 2009 não dispomos de um container apropriado para depositarmos noss lixo que diariamente é jogado no solo pelos moradores das ruas adjacentes a 1a. Travessa Alameda Bons Aires - Candeal - Salvador, que tem como ponto de referência a 1a. à direita da Alameda Bons Aires, atrás do Colégio Luis Viana -  1a. Travessa Alaneda Bons Aires.

As fotos acima mostram o local onde é jogado o lixo, diariamente, prejudicando o solo. Não há uma casa de lixo apropriada ou um container. Qualquer tipo de resíduo é depositado no solo e os animais espalham o lixo pelo asfalto e quando chove, a água da chuva, que desce a ladeira carrega o lixo. A noite ratos se misturam aos animais que vão em busca de comida. 
E o meio ambiente como fica?
A Limpurb não dá nenhuma alternativa e nenhuma solução para os moradores não depositarem o lixo no chão. Por várias vezes foi solicitado da limpurb a colocação, de no mínimo dois container. Já com número de protocolo, ligamos, ligamos  e a informação é sempre a mesma. Estão avaliando. 
Esse fato já vem ocorrendo ao longo dos anos e esse ano está se repetindo.
O pedido deste ano começou em junho de 2013.
Ocorre que há mais de quinze dias, uma empresa  deixou um container com menos da metade de entulh, entendendo os moradores que o container seria da limpurb e apropriado para colocar lixo, os  foram jogando seus sacos de lixo.
A limpurb, por sua vez, não retirou o lixo de dentro deste grande container e o lixo se acumulando. Hoje já é uma montanha de lixo, com um cheiro muito forte e nenhuma solução foi dada pela limpurb. Não está fácil de encontrarmos o proprietário do container já que no container não tem  telefone e nome da empresa.
Quem irá retirar o lixo?
É um dano a saúde e ao meio ambiente. Alguém tem que dar uma providência.
Até quando ele ficará lá? 
Como não temos respostas para as perguntas, denunciar nas redes sociais é a melhor alternativa.

 Esta é a nossa situação hoje.

Container cheio de lixo fétido e sem solução.
Esse é o  único lixo retirado pela limpurb, porgue está no chão. 
Até quando ficará esse lixo fétido? E a saúde pública fica no lixo?

23/04/2013

ESSA HOMENAGEM À SÃO JORGE VEM DE UM ARTISTA ANÔNIMO

Expondo seu trabalho na Praça da Sé em Salvador - Bahia, este artista que vive no anonimato é visto por todos turistas brasilerios e estrangeiros que passam por Salvador, especificamente no Pelourinho.
Hoje, 23 de abril de 2013  ele não deixou de  homenagear São Jorge, com sua vestimenta e pintura por todo o corpo, que esta característica (pintura) já é seu trabalho artístico no dia a dia na Praça da Sé.
Suedmar



Segundo o site http://www.calendarr.com/brasil/dia-de-sao-jorge/ " O Dia de São Jorge é comemorado no dia 23 de abril e é feriado municipal no Rio de Janeiro.
São Jorge foi um padre e soldado romano no exército do imperador Diocleciano, e é venerado como mártir cristão. São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo, e ficou imortalizado no conto em que mata o dragão.
O Dia de São Jorge é celebrado por várias nações para quem o santo é patrono, como Reino Unido, Portugal, Geórgia, Catalunha, Bulgária e outros."

FINALMENTE A VACINA CONTRA O HPV SERÁ DE GRAÇA

Finalmente a vacina contra o HPV chegará a população mais carente. Ela é tão esperada, já que a população de baixa renda não dispões do valor que é cobrado hoje pelos laboratórios particulares  que está em média de R$350,00 (trezentos e cinquenta reais) a R$380,00 (trezentos e oitenta reais).  
Sou da opinião que a vacinação contra o HVP també seja estendida aos meninos, com idade de até 21 anos ou até mais, caso seja aplicável e nos casos de homens na idade adulta que tem uma vida sexual bastante ativa.
O índice da contaminação pelo HPV tem sido alarmante. Segundo Vanessa Grazziotin, Senadora (PCdoB-AM) procuradora da mulher no senado federal, em sua matéria do último dia 16/04/2013 "Vacina contra o HPV é um direito da mulher, por Vanessa Grazziotin" (fonte e crédito da matéria: veiculada no site AGÊNCIA PATRICIA GALVÃO - link  http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4647&catid=44 ) 
Em sua matéria, relata a senadora que o HPV é responsável também por câncer de pênis, ânus e de vulva. Cita ainda a senadora que  "... Há muito tempo as parlamentares da bancada feminina no Congresso Nacional lutam para que essa prevenção à saude das mulheres e de homens seja realidade em todo o País. O primeiro projeto foi apresentado por mim em 2007 na Câmara dos Deputados, sob o número 164. Em seguida, a então senadora Ideli Salvatti apresentou outro projeto de igual teor, sob o número PLS 51/2007.
Ao reapresentar a matéria no Senado, propus a imunização de mulheres entre 9 a 40 anos de idade, mas depois de intenso debate o teor da proposição foi mudado pela relatora, senadora Marta Suplicy (PT-SP), para que abrangesse apenas meninas de 9 a 13 anos, no sentido claro de prevenir o contágio antes do início da atividade sexual. O projeto, que já foi aprovado no Senado, encontra-se em análise na Comissão de Seguridade Social da Câmara, onde espero que tenha rápida tramitação."

Devemos comemorar esse trabalho do Ministério da Saúde e lutarmos para a extensão da vacinação aos meninos e homens na idade adulta.

Fonte da informação que a vacina será de graça - http://odia.ig.com.br/portal/rio/informe-do-dia-vacina-contra-hpv-1.574889 -  Informe do Dia: Vacina contra HPV dia 23.04.2013 - POR Fernando Molica

Suedmar /  Blogueira

11/01/2013

A VARICELA É UMA DOENÇA BENÍGNA

A varicela é uma doença benigna, mas altamente contagiosa que ocorre principalmente em menores de 15 anos de idade.
A SVS/MS solicita a notificação de casos agregados de varicela (surtos) e a notificação e investigação de casos graves e óbitos, além
da identificação de contatos susceveis com risco de desenvolver casos graves da doença, entre eles, recém-nascidos prematuros (com 28 semanas de gestação ou menos), Rn’s de mães que apresentam varicela nos últimos 05 dias antes do parto e até 48 horas após o parto; pessoas imunocomprometidas e gestantes ( pelo risco da varicela congênita e complicações maternas). Embora o maior número absoluto de hospitalizações seja observado entre crianças, grupo em que se espera o maior número de casos da doença, proporcionalmente, os adultos apresentam maior risco de evoluir com complicações, hospitalização e óbito.
Fonte: Ministério da Saúde

O Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia = Diretoria de Vigilância Epidemiológia, no último dia 07/01/2013 lançou a  Nota Técnica nº 01/2013 - Varicela (Catapora) Orientações para preenchimenot da Ficha de Notificação nos Casos de Varicela.




05/11/2012

DIÁRIO DE BEN: BEN FOI AO PETSHOP PARA TOSA

Hoje acordei bem cedinho e fui para o Pet levar Ben. Chegamos cedo e fomos muito bem recebidos. Tenho notado que Ben anda muito triste. Preciso encontrar seu dono. Ele fica às vezes olhando em direção à rua e com um ar muito solitário, ainda que vem recebendo muito carinho. 
Ben me acompanha para onde vou e percorre a casa toda atrás de mim. Talvez querendo reconhecer o local em que está. Dorme no pé da minha cama e só levanta quando levanto.  
Neste momento me arrumo e levo Ben para fazer suas necessidades. 
Ele é muito educado apesar de estar estranhado quando pegamos em sua cabeça. Estou percebendo que não gosta. Ele avança. Acredito que alguém tenha maltratado-o nas ruas.
Estou torcendo para que seu dono apareça. Caso não apareça, vou adotá-lo. 
Provisoriamente estou dando lar temporário e na esperança de encontrar seu dono. 
É difícil ter que acreditar que o seu dono tenha abandonado-o. Ele é muito lindo! 

Ben tosado.
Não o reconheci. Ele sofreu uma grande transformação após a tosa. Ele ficou tão diferente que nem o reconheci. Estava precisando de uma geral. Agora ele está mais fofo. Cheiroso e super cuidado.
O que um abandono faz na vida desses animais indefesos. É surpreendente! Mais uma vez me emocionei. 
 O ar triste de Ben. É assim quase o tempo todo.

Minha torcida é para a família de Ben aparecer.

Anvisa retira agrotóxico utilizado como chumbinho do mercado brasileiro


Paula Laboissière

Fonte: Da Agência Brasil, em Brasília


O aldicarbe, agrotóxico utilizado de forma irregular como raticida doméstico (chumbinho), foi banido do mercado brasileiro, informou nesta segunda-feira (5) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Estimativas do governo apontam que o produto é responsável por quase 60% dos 8 mil casos de intoxicação relacionados a chumbinho no Brasil todos os anos. O aldicarbe tem a mais elevada toxicidade entre todos os ingredientes ativos de agrotóxicos até então autorizados para uso no país.
O único produto à base de aldicarbe que tinha autorização de uso no Brasil era o Temik 150, da empresa Bayer. “Trata-se de um agrotóxico granulado, classificado como extremamente tóxico, que tinha aprovação para uso exclusivamente agrícola, como inseticida, acaricida e nematicida, para aplicação nas culturas de batata, café, citros e cana-de-açúcar”, informou a Anvisa.
Por meio de nota, o órgão destacou que o cancelamento do registro dos produtos à base de aldicarbe segue recomendação feita durante reunião, em 2006, da Comissão de Reavaliação Toxicológica. Na época, foi estabelecida uma série de medidas para a continuidade do uso do aldicarbe no Brasil, como a restrição de venda aos estados da Bahia, de Minas Gerais e de São Paulo, exclusivamente para agricultores certificados e propriedades cadastradas para uso do produto; e a inclusão de agente amargante e de emético (substância que induz ao vômito) na formulação do produto.
Após o processo de reavaliação, a Bayer S/A apresentou, em 2011, um cronograma de descontinuidade de comercialização e de encerramento de importação, distribuição e utilização do produto. A empresa se comprometeu ainda a efetuar o recolhimento de qualquer sobra do produto em posse de agricultores.
Em junho de 2012, a Anvisa cancelou o informe de avaliação toxicológica dos agrotóxicos à base de aldicarbe e, em outubro de 2012, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou o cancelamento do registro do Temik 150. Com a decisão, estão proibidos no Brasil a produção, a comercialização e o uso de qualquer agrotóxico à base de aldicarbe.
A Anvisa destacou que o chumbinho é ineficaz no combate doméstico de roedores já que, como o primeiro animal que ingere o veneno morre de imediato, os demais ratos observam e não consomem o alimento envenenado. Já os raticidas legalizados agem como anticoagulantes, provocando envenenamento lento. Dessa forma, a morte do animal não fica associada ao alimento ingerido, o que faz com que todos os ratos da colônia ingiram o veneno.
A agência destacou ainda que o chumbinho é um produto clandestino e que no rótulo não há quaisquer orientações quanto ao manuseio e à segurança, informações médicas, telefones de emergência, descrição do ingrediente ativo e antídotos que devem ser utilizados em casos de envenenamento, o que dificulta a ação de profissionais de saúde no atendimento a pessoas intoxicadas.
Os sintomas típicos de intoxicação por chumbinho são registrados em menos de uma hora após a ingestão e incluem náuseas, vômito, sudorese, salivação excessiva, visão borrada, contração da pupila, dor abdominal, diarreia, tremores e taquicardia.
Em caso de intoxicação, a orientação da Anvisa é que a pessoa ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. O serviço é gratuito e está disponível para todo o país.

07/10/2012

"Os problemas na voz do professor"


Os problemas na voz do professor
REDAÇÃO | Edição 199 - Setembro de 2012

© DANIEL BUENO
Falta de ar ao falar, cansaço, rouquidão nos últimos seis meses e voz mais grossa que o normal. Nessa ordem, esses foram os quatro problemas vocais mais encontrados numa amostra de 102 professores de  11 escolas públicas de  Piracicaba, no interior paulista, que participaram de um estudo feito pela fonoaudióloga Raquel Pizolato. Esses distúrbios podem estar ligados ao excesso do emprego da fala devido às características da atividade profissional e a uma coordenação inadequada da respiração durante o ato de discursar. Para tentar minorar os problemas, Raquel aplicou um programa de saúde vocal de três meses em 36 professores da amostra. Além de palestras sobre como a fala é produzida, os professores passaram por sessões de exercício vocal e receberam dicas simples, mas que podem aliviar alguns sintomas.  “Falamos da  importância de beber  água durante a atividade profissional, de descansar a voz no intervalo de trabalho e do efeito  benéfico da ingestão da maçã sobre o aparelho fonador”, diz Raquel, que defendeu tese de doutorado sobre a pesquisa na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os participantes também foram orientados a evitar hábitos maléficos para a voz, como gritar, pigarrear, usar sprays e pastilhas e beber com frequência líquidos gelados. No final do programa de reeducação, foi constatada redução na maioria dos sintomas.
Fonte e direitos reservado a Revista Pesquisa FAPESP 199 página 17

"PERGUNTE AOS PESQUISADORES"


Por que a cerveja às vezes congela quando é retirada do congelador? (Natalia Zapella, via e-mail)
REDAÇÃO | Edição 199 - Setembro de 2012


Muita gente já passou pela frustração de tirar uma cerveja do congelador e vê-la solidificar-se diante dos olhos. Para evitar que isso aconteça, muitos pegam a garrafa pela ponta ou a põem debaixo de água corrente e, depois disso, dão uma chacoalhada. Para saber o que fazer, basta entender a física por trás do incidente. A cerveja no congelador esfriará aos poucos e, se a geladeira não vibrar, pode atingir uma temperatura mais baixa que a de congelamento, 
o sobrerresfriamento. Estáticas no congelador, as moléculas não têm orientação para passar ao estado sólido. “É como se fosse um batalhão, que para saber como se perfilar precisa estar de frente para o chefe”, compara o físico Luís Carlos de Menezes. O que indica o alinhamento para as moléculas é o movimento brusco de retirada do congelador, agravado pelo susto de ter esquecido a cerveja tempo demais. “O gesto, ou o calor da mão, dá essa direção”, explica. Com isso o líquido expande, já que o estado sólido ocupa mais espaço do que o líquido, e muitas vezes a garrafa (ou lata) explode. Para beber uma cerveja bem gelada 
e líquida, o melhor é retirá-la do congelador evitando qualquer sacudidela ou toque de mão aberta e deixá-la numa superfície estável até que chegue 
à temperatura acima da de congelamento.
Luís Carlos de Menezes
Universidade de São Paulo (USP)
Fonte: Pesquisa FAPESP 199 PÁGINA 11