30 de mar de 2008

DICAS DE COMO DAR ADEUS AO CIGARRO

Se você deseja parar de fumar, leia abaixo as diversas formas de parada, escolha uma e a melhor data para não fumar mais:
. Parada abrupta (mais eficaz), jogar o maço no lixo e não fumar mais.
. Redução gradual, ou seja, contar quantos cigarros fuma por dia, determinar quantos cigarros serão diminuídos por dia, NÃO esquecer de jogar o restante no lixo.
. Adiamento gradual, adiar em 1 hora o 1o. cigarro que fuma no dia até parar.
ATENÇÃO
Planeje para que na forma de redução gradual ou adiamento em 2 semanas não esteja mais fumando.
O cheiro e os objetos associados ao hábito de fumar são perigosos, portanto para facilitar o distanciamento e o esquecimento do cigarro tome as seguintes providências:
. Troque os lençóis, lave as ropuas pessoais, lave o carro, retire os cinzeiros e doe os isqueiros, jogue no lixo os cigarros e evite hábitos associados (café, bebidas alcoólicas...).

Identifique em qual momento o cigarro está presente em seus hábitos e inicie com as mudanças:

. Fumar e falar no telefone = caneta e papel na mão.
. Fumar após as refeições escove os dentes.
. Fumar e ir ao bnaheiro = leve uma revista.
. Fumar e tomar café = substitua no início por chá calmante (erva-doce ou cidreira, camomila).
. Fumar e beber substância alcoólica = evite no inicio (observe que ao beber você fuma mais).

O QUE PODE ACONTECER QUANDO VOCÊ PARA DE FUMAR?

. A primeira reação é o forte desejo de fumar, que é chamado de fissura.
. Você pode aprender a controlá-la, pois ela só dura 1,5 minuto.
. Cada vez que for controlada ela voltará mais fraca e com menos frequência e você será um vitorioso, pois estará vencendo a dependência.
Outras reações que podem ocorrer são:
. Irritabilidade, ansiedade, insônia, dificuldade de concentração, prisão de ventre, sede, dores de cabeça.
Não é necessário que todas estejam presentes e costumam durar menos do que 2 semanas. Peça ajuda de familiares ou amigos que possam estar do seu lado neses primeiros dias.
COMO CONTROLAR A FISSURA?
. Lembre-se que em 1,5 minuto ela vai embora.
. Beba água.
. Respire profundamente se possível com os olhos fechados, esse exercício respiratório ajuda a relaxar.
. Masque cravo, canela, legumes crus (cenoura, erva-doce ou pepino cortado em palito).
. Frutas, cristais de gengibres, balas e chicletes dietético, bolachas de água e barras de cereal light.
. Tenha sempre por perto o "kit fissura", pois eles ajudam a diminuir a ansiedade e não engordam.
Largando o cigarro você estará mudando seus hábitos para uma vida mais saudável, pense em iniciar uma atividade física, uma boa opção é a caminhada por 30 minutos por dia, se não for possível divida esse tempo em 10 minutos pela manhã, 10 minutos no almoço e 10 minutos à noite. Os exercícios ajudarão a diminuir a ansiedade e o controle de peso.
PARABÉNS! VOCÊ CONSEGUIU! PERCEBA AS BOAS MUDANÇAS QUE ESTÃO OCORRENDO NO SEU CORPO:
. Em 20 minutos a pressão arterial e os batimentos cardíacos retornam ao normal.
. Em 8 horas os níveis de monóxido de carbono retornam ao normal.
. Em 1 dia há redução do risco de ataques cardíaco.
. Em 3 dias seu fôlego começa a melhorar.
. De 2 a 12 semanas melhora a circulação.
. Entre poucos dias e algumas semanas o paladar e o olfato se recuperam completamente.
ATENÇÃO
Não se coloque a prova, não faça testes pegando um simples cigarro para mater a saudade ou provar para você que precisa mais dele.
ESSA ATITUDE É MUITO PERIGOSA E PODE LEVAR A RECAÍDA.

CONTINUE TENTANDO...
. Se difícil parar de fumar na 1a. tentativa, reflita sobre a situação que o levou a pegar o cigarro e tente descobrir o que poderia ter sido feito.
. Escolha uma nova data e comece novamente, pois o importante é continuar tentando.
. Quantas pessoas já conseguiram parar, você pode ser o próximo!!!

(Coordenação Estadual do Programa de Controle do Tabagismo - telefone 11 3329 4455 - email cratod@saúde.sp.gov.br

CORPO HUMANO E SAÚDE - A DENGUE EM CRIANÇAS

Entenda como a doença se manifesta durante a infância e mantenha seus pais informados!


Você já ouviu falar na dengue? Com certeza, sim. Afinal, essa doença, causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, é muito comum no verão e no período chuvoso, devido ao maior acúmulo de água em terrenos abandonados. Febre alta, dores de cabeça, nos músculos e nas articulações são alguns dos sintomas dessa moléstia. Mas você sabia que eles são mais comuns nos adultos? Em crianças como você, a dengue se manifesta de forma um pouco diferente...

A melhor forma de combater a dengue é evitar o desenvolvimento do seu transmissor, o mosquito Aedes aegypti (foto: Genilton Vieira/Fiocruz).

De acordo com a pediatra Consuelo Oliveira, da Sociedade de Pediatria do Pará, ao contrário dos adultos, as crianças não costumam sentir dores de cabeça tão fortes. Em compensação, podem ter acessos de vômito e dores abdominais. Por outro lado, a febre, que costuma ser alta nos adultos, é mais branda nas crianças. Assim, a doença acaba muitas vezes sendo confundida com uma gripe.

Isso é ruim, pois os pais acabam dando para seus filhos medicamentos à base de ácido acetilsalicílico para diminuir a febre. O problema é que remédios com essa substância podem favorecer o aparecimento de hemorragias na evolução da doença. Então, eis aí uma informação que você pode passar para eles e garantir que a doença seja tratada corretamente desde o início.

Aliás, outra dica da pediatra que pode ser muito útil aos pais é ficar atento quando a febre aparece sem nenhum motivo aparente e persiste por mais de dois dias. Além disso, é importante observar se a criança – no caso, você! – tem tido mudança de humor (ficar mais irritado) ou sonolência. Se forem constatados esses sintomas, Consuelo recomenda que se consulte um médico para ter a certeza que se trata da doença.

Confirmada a suspeita, começará o tratamento. Nele, o paciente ingere bastante líquido (soro oral, sucos, água de coco), utiliza medicamentos para aliviar os sintomas – como analgésicos para as dores e antitérmicos para a febre –, além de remédios específicos, caso haja algum tipo de complicação.

Vale lembrar que, desde a década de 1980, o número de casos de dengue tem crescido a cada ano no Brasil: não apenas os casos da dengue clássica, como também os da forma mais grave da doença, a hemorrágica, que pode até mesmo levar à morte, tanto adultos quanto crianças.

Como se vê, todo cuidado é pouco com essa doença. É claro, porém, que a melhor forma de combatê-la é não permitir o desenvolvimento do seu transmissor, o mosquito Aedes aegypti, que adora água limpa e parada para se reproduzir. Por isso, deve-se evitar o acúmulo de água em qualquer tipo de recipiente, como vasos de plantas, latas ou pneus. No entanto, caso você ou alguém da sua família seja infectado pela doença, siga direitinho as recomendações médicas para melhorar logo e aproveitar o verão que está aí.

Para saber mais sobre a dengue, leia também: A batalha contra os pernilongos



Andressa Spata
Ciência Hoje das Crianças
27/02/2008

Você sabia que os agrotóxicos podem ser bons e ruins ao mesmo tempo?

Conheça os riscos do uso excessivo dessas substâncias que protegem as plantações




Remédios para plantas, defensivos agrícolas, venenos contra pragas... Esses são alguns nomes pelos quais são conhecidos os agrotóxicos, produtos químicos que servem para prevenir, destruir ou controlar diferentes tipos de praga em plantações. Se, por um lado, eles são um escudo para as plantas, por outro, podem causar danos à saúde de animais, e isso incluiu de minhocas a seres humanos. Tudo depende da forma como é aplicado no ambiente.

Os agrotóxicos podem ser usados em vasos de planta, jardins, pequenas roças ou grandes plantações com o propósito de evitar que microorganismos, e também plantas daninhas, prejudiquem o crescimento dos vegetais.

Então, vejamos, se os agrotóxicos agem pelo bem dos vegetais, eles são ótimos, certo? Nem sempre. Muitas vezes você vê na feira aqueles legumes, frutas e verduras grandes e bonitos e sequer desconfia que eles podem estar cheios de agrotóxico. E podem mesmo! O produtor, que vende seu produto pela aparência, quer fazer seus legumes, verduras e frutas parecerem mais bonitos para conseguir um preço melhor e, para isso, muitos usam agrotóxicos além da conta.

O resultado disso são: dano à saúde do trabalhador rural, que, em geral, aplica o produto sem proteção; dano à saúde do consumidor, que ingere vegetais contaminados; e dano ao meio ambiente, pela poluição do solo e das águas, que prejudica das minhocas aos peixes.

E aí, o que fazer? Se você tiver algum receio na hora de fazer a feira, procure comprar os vegetais de produtores que você conheça para evitar consumir produtos contaminados. Outra opção é comprar produtos identificados na embalagem como orgânicos. Esta denominação é garantia de que não são produzidos com o uso de agrotóxicos. É melhor prevenir...

Por conta do risco que os agrotóxicos podem representar, cabe aos cientistas a tarefa de pesquisar outras formas de combater as pragas das plantações. Da mesma forma, cabe aos órgãos competentes a fiscalização dos produtores agrícolas para punir quem desobedece aos limites de utilização dos agrotóxicos, prejudicando as pessoas e o meio ambiente.


Mariana Belo
Toxicologia Ambiental
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/ Fiocruz

REVISTA CHC 188 :: MARÇO DE 2008

HOMEOPATIA AJUDA A COMBATER DENGUE

Uma fórmula criada há 8 anos pela médica homeopata Ana Teresa Doria Dreux, do Rio de Janeiro, pode ajudar no combate à dengue. Ela vem sendo usada pela médica e outros colegas homeopatas para prevenção e tratamento da doença, que está se alastrando no Rio de Janeiro e tem casos registrados em todo o Brasil. O tratamento homeopático tem sido receitado tanto para a dengue comum como a hemorrágica, com resultados atisfatórios.

A fórmula informada pela médica é “Rhus tox. / Eupatorium perf. / China off. / Ledum palustre/ Gelsemium/ 5CH/aa”. Pode-ser feita em glóbulos (sacarose), tabletes (lactose), ou gotas (alcoolatura a 30 ou 70 %) em qualquer farmácia homeopática, colocando ao lado dos componentes acima a forma de apresentação: glóbulos ou tabletes, 12g, ou gotas , 15 ml. Segundo a Dra. Ana Tereza, o composto pode ser usado como preventivo da dengue, casos em que a pessoa deve tomar 3 glóbulos ou tabletes ou gotas, uma vez ao dia enquanto durar a temporada da epidemia. Isto tanto para adultos como para crianças de qualquer idade, sendo que no caso de crianças não se usa a forma alcoólica. O medicamento deve ser dissolvido lentamente na boca.

Como tratamento no caso de dengue ou mesmo suspeita de dengue, o mesmo número de glóbulos deve ser administrado de duas em duas horas, até a remissão completa dos sintomas. A médica informa que nos inúmeros casos que tem tratado a doença evolui de maneira branda e resolve sem agravar ou deixar seqüelas. Para os pacientes que usam a fórmula como preventivo, até hoje não houve nenhum caso de contaminação, pelo menos a ela relatado.

Em caso de dengue hemorrágica, a homeopata diz que acrescenta-se ao tratamento acima dois outros medicamentos: Phosphorus 12 CH , 4 glóbulos ou tabletes ou gotas pela manhã

e à tarde: Crotalus horridus, 12 Ch, 4 tabletes ou etc... até as plaquetas normalizarem-se. Relata que nos casos que tem acompanhado as plaquetas sobem rapidamente de maneira surpreendente.

Segundo ela, a Alcoolatura a 30% é indicada para pacientes que não podem tomar açúcar e o medicamento não tem um prazo de validade muito grande. Com alcoolatura a 70%, o prazo é de dois anos. Para crianças, ela afirma ser óbvio que é mais indicado o uso dos tabletes. Para quem tem alergia a lactose, use-se os glóbulos. Pode-se usar externamente a pomada de Ledum palustre como repelente, que funciona de modo bastante eficaz e não traz alergias.

A Dra. Ana Teresa Doria Dreux explica que “Como todos nós, profundamente emocionada com o que tem acontecido no último mês, principalmente em relação às crianças, resolvi divulgar a minha modesta experiência. Claro que a homeopatia não dispensa nem interfere nos cuidados médicos obrigatórios nestes casos, nem deve-se desleixar na erradicação do vetor, combatendo seus focos de proliferação. Ela sugere que a sua fórmula seja divulgada e se dispõe a prestar esclarecimentos pelo telefone (0XX21) 2285-2225.

24 de mar de 2008

A Loucura Útil de Cristóvam Buarque

Às vezes uma idéia maluca e aparentemente autoritária faz melhor papel do que uma idéia de bom senso e exeqüível do ponto de vista democrático. A idéia do senador Cristóvam Buarque de obrigar – por lei – os políticos a matricularem seus filhos na escola pública é, sem dúvida, uma dessas idéias para serem apreciadas pelos filósofos. Não há como lutar por ela, dado que se trata de uma peça que esbarraria em mil dificuldades, e talvez até na inconstitucionalidade. Todavia, é uma idéia que daqui para diante vou usar como baliza para saber quem é quem na educação brasileira.

Conforme o tipo de crítica que vier à idéia, iremos formando um mapa claro de localização dos mocinhos e dos vilões da política social brasileira. Um primeiro adversário da escola pública já se manifestou. O relator do projeto de Cristóvam forneceu argumentos fracos para desaprovar. O relator foi o delegado Romeu Tuma, que é senador. Ele até falou na inconstitucionalidade, mas a objeção primeira que colocou é hilariante: a escola pública é laica, e ao obrigar o político a colocar seu filho na escola pública, o senador estaria tolhendo a educação religiosa que os pais dos políticos querem dar para os filhos. Cá entre nós, descobrimos, agora, que o velho parceiro dos militares, na Ditadura, na verdade só tinha uma preocupação: Jesus, ou qualquer outra entidade divina.
O outro que se manifestou contra é o blogueiro de chapéu, Reinaldo de Azevedo. Todos nós sabemos que ele não é um liberal, é um sujeito da direita, e mais conservador do que o necessário para o Brasil. Por isso mesmo, sua crítica não tem qualquer elemento de racionalidade no sentido da ajuda ao conjunto maior da sociedade; ele atacou o senador com golpe baixo, falou que o senador precisa “trocar de remédio”. É interessante notar que Azevedo, na sua cruzada contra o ensino público, em especial contra a USP, não percebe que, no caso dele, nem com remédio correto o problema se resolveria.
O senador Buarque atirou no que viu e acertou no que não viu. De fato, o problema da escola pública é político e econômico. Mas este problema não nasceu de questões primordialmente políticas e econômicas, ele nasceu de circunstâncias sociais e, no específico, legislativas. Tudo começou a se complicar para a escola pública nos anos 70, quando, por uma série de razões, os mais ricos começaram a abandonar o ensino público básico. E quando os mais ricos saem de um lugar, esse lugar tende a não ter mais a atenção não só da sociedade, mas do Estado, e se deteriora facilmente. Portanto, realmente a questão da melhoria da escola pública é a questão da clientela. Caso a clientela não seja de várias classes sociais, a escola pública não tem como melhorar. Pois ela não vai ganhar atenção real e contínua por parte dos poderes sociais e políticos.
O raciocínio do senador é, então, semelhante a tantos outros no caso: vamos estabelecer cotas. Há cotas ruins e há cotas necessárias. Exemplo de cota ruim: um deputado do PT quer que a TV a cabo passe uma porcentagem de programas nacionais. Um exemplo de cota que foi necessária: as salas de cinema tiveram de passar filmes nacionais.
Não há cota boa. Mas há cotas que são necessárias. A reserva da escola pública para o político, caso a escola pública fosse boa, seria não só aceita, seria facilmente tornada obrigatória pelo Congresso; e o mesmo relator que hoje é contrário à proposta, faria um discurso a favor. Na verdade, a direita política é contra não por ser liberal-conservadora, mas por ser irresponsável. Pois a cota seria uma forma de fazer o político se mobilizar por interesses próprios e, assim, por meio da “astúcia da razão”, terminar por ajudar toda a sociedade. A idéia não vai vingar, mas ela mostra bem que o MEC e o governo, ao não criarem uma idéia paralela, mais ou menos no mesmo sentido, para negociar, estão muito mais próximos do Reinaldo de Azevedo do que este gostaria. Aliás, cá entre nós, já comentei em outro artigo que Lula e Mainardi são parecidos. Agora, é o baluarte do pensamento conservador no jornalismo de chapéu, Azevedo, que se parece bem com o governo.
Bem, você pode estar achando que eu estou com o problema do ovo e da galinha. Ou seja, os ricos saíram da escola e ela ficou ruim, e eles não voltam porque ela está ruim. Sim, mas o problema não é o do ovo e da galinha, pois eles não saíram por causa dela ter ficado ruim, eles saíram por causa de que ela, a escola pública, foi arrebentada pela Ditadura Militar. E não foi arrebentada por questões econômicas, a médio prazo. Foi arrebentada da noite para o dia, por meio da legislação. A LDBN de 1971, a 5.692/71 fez o estrago geral, e foi ajudada pela Reforma Universitária da época, e dali para diante nunca mais conseguimos consertar a escola pública. E podemos colocar qualquer lei, agora, que não resolveremos o caso. Pois nenhuma lei geral consegue fazer os ricos voltarem para a escola pública. Neste sentido, a loucura do Senador Cristóvam Buarque é uma loucura que aponta na direção correta. O certo seria encontrarmos mecanismos para empurrar, um pouco forçadamente, os ricos para o interior da escola pública de nível médio e fundamental. Poderíamos melhorar um pouco a escola pública e, então, tentar atrair um tipo de classe média para tal escola novamente.
Da minha parte, tenho idéias exeqüíveis e não muito complicadas para a melhora rápida do ensino. Venho oferecendo essas idéias em artigos populares, em especial no Estadão. E também venho entregando essas idéias, por dever de ofício, ao governo. Eis algumas. Por exemplo: 1) entidades lucrativas como bancos, poderiam participar do “adote uma escola”, do mesmo modo que houve o “adote um atleta” no passado; 2) o imposto predial poderia ser escalonado de modo que os ricos realmente pagassem mais, e um algum plus, conseguido aí, poderia ser carreado para a escola pública de regiões carentes; 3) o sistema de loterias poderia ser voltado diretamente para o salário do professor, em especial do professor assíduo e estudioso; 4) a escola normal de nível médio poderia ser colocada no interior do CEFETS, que agora estão sendo reformulados, e isso poderia ser feito no sistema que foi utilizado aqui em São Paulo para a criação e manutenção das unidades do CEFAN, onde a normalista tinha bolsa e se dedicava integralmente aos estudos; 5) a formação dos professores nas faculdades deveria ser alterada, de modo que acabasse de vez o regime das “licenciaturas”, construídas na forma de “disciplinas de conteúdo” + “4 disciplinas pedagógicas” – deveríamos ter uma formação básica para todos, e o trabalho de formação pedagógica do futuro professor deveria ser feito de modo especial e específico, com orientadores disponíveis, sistema de bolsa e uma articulação disso com a promessa – dada pelo governo – de ter “sua escola” ao se formar.
Essas cinco medidas já ajudariam bem. Mas o presidente Lula não entende nada disso, e a oposição a ele quer mais é ver o circo pegar fogo. Então, fica difícil.
Cristóvam pode ser maluco. E eu divirjo dele em quase tudo, em matéria de educação. Mas, desta vez, ele mostrou quem está de fato a favor da escola pública e quem não está. E isto foi um passo positivo.
Paulo Ghiraldelli Jr. “o filósofo da cidade de São Paulo”
pgjr23@gmail.com

22 de mar de 2008

UMA QUESTÃO DE ESTILO

Uma questão de estilo
Texto: Alice Bastos Neves

Empresário, executivo, funcionário público, profissional liberal, tradicional ou moderninho, esportivo ou intelectual. O estilo de vida do homem adulto hoje parece não ter mais nada a ver com estes estereótipos. Os médicos afirmam: a receita da felicidade está cada vez mais ligada a um estilo de vida saudável
Antes de definir o que é e como alcançar este objetivo, é preciso questionar porque a maioria dos homens não vive desta forma. Para isto, reportamo-nos ao tempo em que o fogo era a descoberta do momento e a roda ainda nem tinha sido inventada.
Nas cavernas, o homem vivia, em média, 14 anos, enquanto a expectativa de vida da mulher era de 18 anos. E essa diferença parece ter deixado marcas na nossa identidade genética. Milhões de anos se passaram e, de acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média de vida do homem é de 67 anos, já a da mulher é de 75.
Segundo o cardiologista Dr. Fernando Lucchese, diretor médico do Hospital São Francisco, unidade de cardiologia do Complexo Hospitalar da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, a diferença deve-se ao fato de o homem ser, por natureza, um caçador. "Ele foi preparado para correr riscos. Era ele que saía da caverna, que se arriscava atrás de comida, enquanto a companheira ficava protegida, cuidando da prole. O homem, conseqüentemente, estava mais exposto à doença e à morte", conta.
A partir do século 20, a mulher entrou no mercado de trabalho e também passou a se arriscar, diminuindo a longevidade. Mas, segundo Dr. Lucchese, o homem ainda é o maior "arriscador".

Cuidado para toda a vida

Durante anos, Rubens Xavier Júnior foi um "arriscador". Costumava trabalhar além do horário, dormir pouco, viajar muito. "Eu era o chamado executivo-padrão: terno e gravata, celular em uma mão, laptop na outra, avião pra lá e pra cá", explica. A vida estressante de trabalho começou a cansar e um convite para trabalhar em São Paulo foi o empurrão que faltava. A opção por não trocar de cidade fez Rubens, aos 44anos, decidir mudar de vida.

Pediu demissão e logo encontrou um novo trabalho, em uma empresa na região metropolitana de Porto Alegre. O engenheiro químico tornou-se diretor industrial. "Hoje ando em um bom carro, mas se amanhã eu tiver que andar a pé ou de ônibus para ser feliz, eu não me importo. Não é isso que gera alegria. Traz conforto, não vou negar que gosto, mas não é essencial na minha vida, na minha qualidade de vida", conta Rubens.

O engenheiro acredita que o grande problema da maioria dos homens é a supervalorização do poder, do trabalho, do dinheiro. A visão de Rubens é diferente: "Eu sempre digo que a pessoa colhe aquilo que planta. Não adianta passar a vida focado no dinheiro e se tornar um adulto infeliz e doente. É impossível querer fazer mágica lá na frente para realizar tudo o que não fez. Não dá para voltar no tempo".

Para Rubens, o segredo de não viver em uma realidade frustrada é o equilíbrio. Ele divide a vida em três pilares: a família, o trabalho e o "eu". Convive bem com a esposa e as três filhas, trabalha o melhor que pode no tempo em que está na empresa e, quando acaba o horário, vai embora. Mas o pilar "eu" sempre acabava ficando abandonado.

Para retomar os cuidados consigo, ele começou a fazer exercícios. Na adolescência, a paixão era o futebol, mas como o preparo físico não é mais o mesmo, deixou a redondinha e os outros jogadores de lado. Trocou o campo "quadrado" por uma pista "redonda": Virou um corredor.

De três a quatro vezes por semana, encontra-se com o grupo de corrida na pista atlética do CETE, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Só não corre mais vezes para não se machucar! "Não corro mais para preservar minha saúde. Se não, dói o joelho, dói a canela, dói tudo. E eu corro para manter minha saúde. Física e mental", explica. Para Rubens, a corrida também é um lazer: "É um momento em que eu desligo do trabalho, da família, de tudo e fico viajando nos meus pensamentos". Além de manter o corpo e a mente em forma, faz exames preventivos anualmente e cuida da alimentação.

Rubens é um exemplo. Por conta própria e sem esforço, segue à risca o que os médicos recomendam. Como resultado, aos 53 anos, toma no máximo um ou dois comprimidos para dor de cabeça durante o ano, o colesterol é normal, a glicose e a pressão também. As filhas já sabem: "Eu vou ficar velho só depois dos noventa e cinco!", diverte-se.

Caminhos para a felicidade

O exemplo de Rubens não é a regra. De acordo com o psiquiatra Nélio Tombini, da equipe de médicos da Santa Casa, desde a juventude o homem escolhe uma rota para atingir o bem estar, a felicidade.

O primeiro caminho, mais saudável, se constrói através da formação de vínculos com as pessoas. O homem que faz esta opção procura ter uma vida familiar que lhe dê satisfação, um trabalho que goste e uma relação amorosa, íntima com alguém. "Seguindo assim, ele vai chegar à maturidade provavelmente muito bem resolvido", pondera Dr. Tombini.

O chamado falso caminho é aquele em que a busca pelo poder e pelo dinheiro se tornam mais importantes do que todo o resto. Este homem passa a ter uma vida sexual promíscua, usar álcool e drogas, buscar apenas amigos influentes, parcerias que o façam se sentir ainda mais poderoso. Mas, de acordo com o médico, logo ele percebe que está frustrado: "Os filhos, que nunca foram prioridade, estão desencaminhados; os poucos amigos acabaram se afastando; e o casamento vai de mal a pior, se já não acabou".

Investimentos errados: são eles os maiores responsáveis por fazer o homem adoecer mentalmente. Dr. Tombini enumera as principais doenças do homem adulto na área da psiquiatria: a depressão, a ansiedade (ou a freqüente combinação das duas) e a dependência do álcool.

Depressão e ansiedade podem ser tratadas com terapia e/ou medicação e o paciente pode levar uma vida normal. Em casos mais graves, a patologia pode chegar a impedir as atividades diárias e exigir internação.

A dependência do álcool é uma das manifestações que os psiquiatras têm mais dificuldade em diagnosticar, porque não tem sintomas claros. Como explica o Dr. Tombini, o próprio paciente se coloca em uma posição de "bebedor social", não percebe que está doente, não procura ajuda e, por conseqüência, é raro conseguir fazer o diagnóstico. Para passar longe dos mitos, o psiquiatra ainda destaca: "Ser alcoólatra não significa somente beber todos os dias. Os sinais mais claros de que um homem está se tornando alcoólatra são quando sai para tomar um chop e acaba tomando quinze, nunca fica em um só; e uma vez iniciada a ingestão, perde completamente o controle".

Outra manifestação importante no que diz respeito à mente masculina durante a vida adulta é o que o Dr. Tombini chama de "penisdição". "O termômetro da vida do homem é a sua sexualidade. Se o sexo vai bem para ele, todo o resto também está certo. Supervaloriza o pênis e, como vai perdendo potência com o envelhecimento, acaba sentindo-se desvalorizado", esclarece.

Em todas as doenças psiquiátricas, a preocupação maior não é com os pacientes que chegam ao extremo (exigem internação e tratamento com medicamentos). Dr Tombini se preocupa com aquelas pessoas que apresentam um sofrimento mental importante e não procuram tratamento por preconceito ou desinformação. "Ele acaba se convencendo de que a vida é daquele jeito. Não percebe que está limitado por uma doença e não busca ajuda", relata. E são justamente estas pessoas que poderiam ser mais auxiliadas. O psiquiatra da Santa Casa critica a maioria das instituições, que estão bem preparadas para tratar as pessoas fisicamente, mas nada receptivas quando o assunto é o sofrimento mental, que não aparece, mas existe.

Enquanto o problema é deixado em segundo plano pela maioria dos estabelecimentos, o médico mostra as ações preventivas, aparentemente muito simples:

- Não usar drogas – inclusive o álcool (elas aumentam as chances de desenvolver doenças da mente)

- Trabalhar com o que lhe agrada (mesmo que não ganhe muito dinheiro)

- Ter boas relações com amigos e familiares

- Ter uma relação afetiva saudável (admirar o parceiro, ter a capacidade de conversar e ser ativo sexualmente)

Atitudes como essas significam uma opção pelo caminho saudável, predispondo a atingir o bem estar.

Mente, corpo e coração

Questionado sobre a saúde física e mental do homem, Dr. Lucchese é enfático. A saúde do homem não tem nada a ver com a doença do homem.

Para começar, segundo o cardiologista, é preciso estabelecer a rota de vida de um indivíduo do sexo masculino.

A doença do homem vem sendo construída desde os vinte anos. E as patologias que se manifestam são, principalmente, derrame cerebral, infarto e câncer de todos os tipos. Os três são responsáveis por 70% das mortes hoje no mundo.

A forma de prevenir? Exatamente a mesma! "Tem que comer salada, tem que fazer exercício e se manter ativo a vida toda, tem que ser magro e continuar magro, ter relações afetivas estáveis e uma profissão que lhe dê prazer, viver dentro do orçamento, viver em um ambiente saudável", explica Dr. Lucchese.

Esse conjunto de fatores compõe uma definição: estilo de vida. Desde o início da vida adulta, o homem tem que aprender a construir seu estilo de vida. Se ele não o constrói de forma adequada, vai ser um doente aos 50. E é justamente nesta idade que o homem vai definir se pretende viver 60, 70 anos ou se vai conseguir chegar aos 80, 90. O cardiologista explica: "Até os 50, ele pode ter feito algumas bobagens. Ele só vai ser perdoado se conseguir retomar um estilo de vida adequado para reconstruir sua trajetória".

• Aos 20 anos: Ele é um atleta. Faz exercício, joga seu futebol, come pouco, é magro, é ativo sexualmente, tudo corre bem.

• Dos 20 aos 30: Ele tem que lutar muito pela vida, porque está se profissionalizando. É nesta faixa que normalmente aparece um casamento, ou, ao menos, uma relação estável. Aí ele começa a comer mais e engordar.

• Dos 30 aos 40: Aumenta pelo menos dez quilos do seu peso. Substitui o exercício pelo trabalho e o lazer deixa de ser ativo (jogar futebol), para ser passivo (assistir futebol pela televisão).

• Aos 40 anos: Grande parte dos homens são obesos, sedentários, trabalham no limite, com algumas frustrações profissionais e, certamente, muitas frustrações afetivas.

• Com 50 anos: Ele se consolida profissionalmente e afetivamente e chega à conclusão de que está ficando velho. Aí aparece a doença.


Novo século, novo homem

Segundo o Dr. Fernando Lucchese, o século 20 foi nefasto para a vida humana. "Enquanto no século 19, nós comíamos grãos naturais, no século seguinte nós partimos para uma comida rápida, com alto conteúdo de carboidratos e gorduras saturadas", pondera.

No início deste século, percebe-se uma mudança na atitude do homem. "O século passado foi uma pegadinha para o ser humano, mas ele se deu conta disso", brinca Lucchese. Segundo o cardiologista, as mudanças do novo homem envolvem decisões novas. Ele conta que a procura de residentes, recém saídos do curso de medicina, por áreas como o intensivismo, diminuiu muito. "São especialidades muito complicadas, muito pesadas. Os jovens médicos querem cursar dermatologia, cirurgia plástica, disciplinas mais leves", relata Lucchese.

Hoje, as religiões de todos os ritos mantêm os templos lotados. O lazer assumiu uma proporção fantástica. O novo homem será realmente diferente, com decisões inovadoras e um outro estilo de vida. Lucchese completa: "O indivíduo do sexo masculino no século 21 será mais cuidadoso, menos ‘arriscador’ e menos doente".

Uma história de reconstrução

Paulo Silva precisou levar um susto para reconstruir a vida. Aos 49 anos, ele descobriu que estava com câncer de próstata. Entrou nas estatísticas. Este tipo de câncer afeta um em cada seis homens, de acordo com Dr. Carlos Ary Vargas Souto, chefe do serviço de urologia do Complexo Hospitalar Santa Casa. "É um problema de saúde pública. Nós não sabemos a causa. O que podemos fazer? Um diagnóstico precoce para poder curar!", completa.

Apesar de ainda haver preconceito, o exame de toque retal é essencial. A idéia de que só o PSA (índice medido através de exame de sangue) é suficiente está completamente errada. Souto ainda destaca: "É importante alertar os pacientes e a classe médica de que a medida do PSA mudou. Antes se admitia um PSA de nível 4, hoje em dia o homem deve ter um PSA de 2,5. Acima disso é problemático".

A dificuldade de urinar, a necessidade de esvaziar a bexiga várias vezes ao dia e se levantar no meio da noite para ir ao banheiro podem ser sintomas de câncer de próstata. Mas esses sinais aparecem tardiamente, quando o câncer já está em fase avançada. O ideal é fazer avaliações preventivas. "Queremos que o paciente entre no consultório e diga: Doutor! Eu não sinto nada! Eu vim aqui porque tenho que fazer uma revisão de rotina", pondera o urologista.

Sem nunca ter feito exame de toque retal, apenas o PSA, Paulo detectou que estava com câncer. Segundo o Dr. Souto, nestes casos há uma grande chance de ficarem seqüelas. Entre elas, estão a impotência e a incontinência urinária.

Não foi o caso de Paulo. Ele operou a próstata, retirou o tumor e hoje vive bem. Depois do câncer, deixou a vida sedentária de lado. A caipirinha que tomava diariamente ele abandonou e, apesar de estar aposentado, não fica parado: Limpa o pátio de casa, anda de bicicleta, faz caminhadas e arruma a horta. "Eu moro sozinho, mas eu não vivo sozinho. Não adianta você se sentir doente, tem que tocar a vida", conta.

Paulo, que perdeu parcialmente a visão ainda jovem, participa de palestras na Associação de Deficientes Visuais de São Leopoldo, cidade onde mora. Depois do câncer, passou a conscientizar os companheiros sobre a necessidade de fazer exames preventivos periódicos: "A melhor maneira da gente se encorajar para enfrentar a vida é encorajar os outros. Conversar, trocar experiências".

Hoje, Paulo consegue falar com naturalidade sobre o que lhe aconteceu, mas nem sempre foi assim. Por muito tempo teve vergonha. Ele conta que, por ser câncer de próstata, às vezes, as pessoas têm preconceito, mas defende: "Ninguém fica menos homem! Para ser homem, tem que ter coragem de passar por isso". Força que hoje leva Paulo a dar uma receita: "É muito difícil tirar um câncer porque tu te questionas sobre a tua vida. Eu cheguei à conclusão de que não adianta esperar alguém resolver os problemas por mim, é preciso resolver sozinho, de um jeito ou de outro. A única coisa que não tem solução é a morte", conclui.

Cigarro, inimigo antigo

O câncer que mais mata os homens ainda é o de pulmão e a única forma de prevenção possível é não fumar.

Como geralmente o homem começa a fumar na adolescência, as doenças relacionadas ao tabagismo aparecem na idade adulta, explica o Dr. Luiz Carlos Corrêa da Silva, pneumologista, coordenador da prevenção ao tabagismo do Complexo Hospitalar Santa Casa. Segundo ele, o câncer de pulmão é mais comum em faixas etárias mais avançadas, em torno dos 70 anos, mas esta idade está mudando e a patologia está atingindo homens cada vez mais jovens.

A questão crucial na área da pneumologia é, portanto, dizer não ao tabagismo, pois é ele que causa maior impacto na saúde respiratória. Segundo o Dr. Corrêa da Silva, as próprias empresas deveriam ter ações que impedissem ou diminuíssem o fumo entre os funcionários. "Já melhorou muito, mas ainda temos uma questão que não está difundida o suficiente na nossa sociedade. Está faltando um procedimento educativo amplo para a comunidade como um todo", conclui.

Apesar de todas as campanhas e de todos os avisos, ainda há um grupo de fumantes considerável. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2003, no Brasil, em torno de 22% da população era de fumantes. E este número não inclui os fumantes passivos. "É uma questão comportamental, para fugir do estresse, da competitividade, toda aquela questão da imagem que as pessoas têm de si mesmas", explica o pneumologista.

Corpo saudável, corpo bonito

Uma auto-imagem insatisfatória é o que muitas vezes faz com que o homem busque mudar de vida. A vaidade transforma-se na vontade de ter um corpo saudável e em forma. Até pouco tempo, a cirurgia plástica estética era uma prática quase exclusivamente feminina. "É praticamente uma rotina a mulher pensar em cirurgia plástica. Grande parte das mulheres com 50 anos pensa em cirurgias da face; a maioria das jovens quer aumentar os seios", explica o Dr. Roberto Chem, chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do Complexo Hospitalar Santa Casa. O crescimento da preocupação com o corpo e da oferta deste tipo de cirurgia na sociedade, no entanto, fez com que o homem também entrasse na onda.

Lipoaspiração abdominal e peitoral e a cirurgia de pálpebra são as ações mais procuradas. Como qualquer processo cirúrgico, antes de fazer uma plástica, o homem deve realizar todos os exames necessários. "Ainda é importante ressaltar que a cirurgia plástica resolve esteticamente, mas o exercício deve ser constante, antes e depois dela", conclui Dr. Chem.


Diagnóstico de câncer não é diagnóstico de morte

De acordo com a Drª. Alice Zelmanowicz, chefe do ambulatório de prevenção de câncer do Hospital Santa Rita - unidade de oncologia da Santa Casa de Porto Alegre - foi-se o tempo em que descobrir um câncer era sentença de morte. "Hoje, existem exames preventivos e quando se detecta um câncer em fase inicial, a chance de cura é muito grande". Aquela idéia, ainda vigente, de que "quem procura acha", também é combatida: "Pode até achar, mas encontra mais cedo! E, assim, tem chance de se curar!", explica Drª. Alice. Segundo ela, o tipo de câncer mais comum entre os homens no Rio Grande do Sul é o de pulmão, seguido pelos de estômago, próstata, cólon e esôfago.

O câncer de pele, que ainda é mais comum entre as mulheres, também tem aumentado na classe masculina. Segundo Drª. Alice, as mulheres abusam de cremes e protetores solares e têm um fator a seu favor: olham-se mais no espelho. "Assim, elas conseguem detectar qualquer manchinha ou anormalidade. E, muitas vezes, são elas que observam uma novidade no marido, namorado, irmão", conta a médica.

A cada ano, 25 mil novos homens apresentam diagnóstico de câncer no Rio Grande do Sul. Drª. Alice explica que a idéia dominante deve ser a de que câncer se previne e câncer se cura. As formas de prevenção são, novamente, dieta saudável, manutenção do peso ideal e atividade física. Segundo a oncologista, não basta ir à academia, é preciso ser uma pessoa ativa fisicamente nas horas de trabalho e de lazer. Incluir a atividade física no dia-a-dia.

Drª. Alice também destaca que diariamente fazemos escolhas que vão determinar a formação ou não de um câncer: "Quando vamos ao supermercado e escolhemos bolacha recheada ao invés de pão integral, estamos escolhendo morrer mais cedo. A pessoa opta por se expor a estes fatores causadores da morte".

Receita para um futuro promissor

Hoje, no mundo, existem cerca de 150 mil pessoas centenárias. Todas elas têm cinco pontos em comum: são "caminhadoras", magras, tem colesterol normal, pressão arterial normal e glicose normal. Mas desse grupo que chega aos cem anos, só 20% são homens. Apenas um em cada cinco centenários é do sexo masculino!

Aquele homem das cavernas, que tinha sido preparado para correr riscos, passou a usar mal suas capacidades e se arriscar desnecessariamente. A caça desenfreada fez com que ele enfrentasse hipertensão, obesidade e diabetes. Isso tudo para mostrar que o mais importante na saúde do homem adulto é o seu estilo de vida e não as suas doenças.

Dr. Lucchese caracteriza um estilo de vida saudável: vida pessoal, familiar, afetiva, financeira, ambiental e espiritual organizada, lazer organizado, alimentação organizada. "Isto é definição de saúde também", explica.

A equação está fixada na parede do consultório de Lucchese: Estilo de vida = saúde = felicidade. "Isso é felicidade! Se a pessoa tem tudo isso organizado, se o homem tem tudo isso organizado, ele é feliz. E aí então, o que vai acontecer? A longevidade", conclui.

Longa vida é o que esperam Paulo, Rubens e todos os homens que estão dispostos a começar de novo, reinventar-se e, através da prevenção, viver ao melhor estilo: saudável e feliz. Siga o exemplo deles!

CIGARRO, INIMIGO ANTIGO

O câncer que mais mata os homens ainda é o de pulmão e a única forma de prevenção possível é não fumar.

Como geralmente o homem começa a fumar na adolescência, as doenças relacionadas ao tabagismo aparecem na idade adulta, explica o Dr. Luiz Carlos Corrêa da Silva, pneumologista, coordenador da prevenção ao tabagismo do Complexo Hospitalar Santa Casa. Segundo ele, o câncer de pulmão é mais comum em faixas etárias mais avançadas, em torno dos 70 anos, mas esta idade está mudando e a patologia está atingindo homens cada vez mais jovens.

A questão crucial na área da pneumologia é, portanto, dizer não ao tabagismo, pois é ele que causa maior impacto na saúde respiratória. Segundo o Dr. Corrêa da Silva, as próprias empresas deveriam ter ações que impedissem ou diminuíssem o fumo entre os funcionários. "Já melhorou muito, mas ainda temos uma questão que não está difundida o suficiente na nossa sociedade. Está faltando um procedimento educativo amplo para a comunidade como um todo", conclui.

Apesar de todas as campanhas e de todos os avisos, ainda há um grupo de fumantes considerável. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2003, no Brasil, em torno de 22% da população era de fumantes. E este número não inclui os fumantes passivos. "É uma questão comportamental, para fugir do estresse, da competitividade, toda aquela questão da imagem que as pessoas têm de si mesmas", explica o pneumologista.

Corpo saudável, corpo bonito

Uma auto-imagem insatisfatória é o que muitas vezes faz com que o homem busque mudar de vida. A vaidade transforma-se na vontade de ter um corpo saudável e em forma. Até pouco tempo, a cirurgia plástica estética era uma prática quase exclusivamente feminina. "É praticamente uma rotina a mulher pensar em cirurgia plástica. Grande parte das mulheres com 50 anos pensa em cirurgias da face; a maioria das jovens quer aumentar os seios", explica o Dr. Roberto Chem, chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do Complexo Hospitalar Santa Casa. O crescimento da preocupação com o corpo e da oferta deste tipo de cirurgia na sociedade, no entanto, fez com que o homem também entrasse na onda.

Lipoaspiração abdominal e peitoral e a cirurgia de pálpebra são as ações mais procuradas. Como qualquer processo cirúrgico, antes de fazer uma plástica, o homem deve realizar todos os exames necessários. "Ainda é importante ressaltar que a cirurgia plástica resolve esteticamente, mas o exercício deve ser constante, antes e depois dela", conclui Dr. Chem.


Diagnóstico de câncer não é diagnóstico de morte

De acordo com a Drª. Alice Zelmanowicz, chefe do ambulatório de prevenção de câncer do Hospital Santa Rita - unidade de oncologia da Santa Casa de Porto Alegre - foi-se o tempo em que descobrir um câncer era sentença de morte. "Hoje, existem exames preventivos e quando se detecta um câncer em fase inicial, a chance de cura é muito grande". Aquela idéia, ainda vigente, de que "quem procura acha", também é combatida: "Pode até achar, mas encontra mais cedo! E, assim, tem chance de se curar!", explica Drª. Alice. Segundo ela, o tipo de câncer mais comum entre os homens no Rio Grande do Sul é o de pulmão, seguido pelos de estômago, próstata, cólon e esôfago.

O câncer de pele, que ainda é mais comum entre as mulheres, também tem aumentado na classe masculina. Segundo Drª. Alice, as mulheres abusam de cremes e protetores solares e têm um fator a seu favor: olham-se mais no espelho. "Assim, elas conseguem detectar qualquer manchinha ou anormalidade. E, muitas vezes, são elas que observam uma novidade no marido, namorado, irmão", conta a médica.

A cada ano, 25 mil novos homens apresentam diagnóstico de câncer no Rio Grande do Sul. Drª. Alice explica que a idéia dominante deve ser a de que câncer se previne e câncer se cura. As formas de prevenção são, novamente, dieta saudável, manutenção do peso ideal e atividade física. Segundo a oncologista, não basta ir à academia, é preciso ser uma pessoa ativa fisicamente nas horas de trabalho e de lazer. Incluir a atividade física no dia-a-dia.

Drª. Alice também destaca que diariamente fazemos escolhas que vão determinar a formação ou não de um câncer: "Quando vamos ao supermercado e escolhemos bolacha recheada ao invés de pão integral, estamos escolhendo morrer mais cedo. A pessoa opta por se expor a estes fatores causadores da morte".

Receita para um futuro promissor

Hoje, no mundo, existem cerca de 150 mil pessoas centenárias. Todas elas têm cinco pontos em comum: são "caminhadoras", magras, tem colesterol normal, pressão arterial normal e glicose normal. Mas desse grupo que chega aos cem anos, só 20% são homens. Apenas um em cada cinco centenários é do sexo masculino!

Aquele homem das cavernas, que tinha sido preparado para correr riscos, passou a usar mal suas capacidades e se arriscar desnecessariamente. A caça desenfreada fez com que ele enfrentasse hipertensão, obesidade e diabetes. Isso tudo para mostrar que o mais importante na saúde do homem adulto é o seu estilo de vida e não as suas doenças.

Dr. Lucchese caracteriza um estilo de vida saudável: vida pessoal, familiar, afetiva, financeira, ambiental e espiritual organizada, lazer organizado, alimentação organizada. "Isto é definição de saúde também", explica.

A equação está fixada na parede do consultório de Lucchese: Estilo de vida = saúde = felicidade. "Isso é felicidade! Se a pessoa tem tudo isso organizado, se o homem tem tudo isso organizado, ele é feliz. E aí então, o que vai acontecer? A longevidade", conclui.

Longa vida é o que esperam Paulo, Rubens e todos os homens que estão dispostos a começar de novo, reinventar-se e, através da prevenção, viver ao melhor estilo: saudável e feliz. Siga o exemplo deles!


(matéria publicada na Revista Santa Casa Notíca Ano 23 número 114 janeiro / março 2008).

DICAS PARA SEPARAR O LIXO

• Coloque em casa ou no local de trabalho dois tipos de recipientes: Um para lixo seco e outro para lixo orgânico

• Perto dos recipientes, coloque tabelas com exemplos de cada tipo de lixo, para não haver dúvidas na hora de separar

• No trabalho ou quem mora em apartamento:

Veja se no seu prédio ou empresa há tonéis para cada tipo de resíduos. Caso isso não ocorra, converse com o síndico ou colegas de trabalho e ajude-os a entender a importância de preservar o meio ambiente, além de seguir o Código Municipal de Limpeza Urbana, Lei número 234/90

• Quem mora em casa:

Verifique qual o dia e horário que a Coleta Seletiva passa no seu bairro e deixe seu lixo reciclável na calçada

ATENÇÃO: Não deixe o lixo na rua fora do horário de passagem do caminhão. Além de correr o risco de ser extraviado, a pessoa pode ser multada. Se não quiser esperar o caminhão da coleta passar, a opção é encaminhar o lixo seco aos 47 pontos do PEV – Posto de Entrega Voluntária – existentes em Porto Alegre

• Os vidros quebrados devem ser bem protegidos para que ninguém se corte

COMO REALIZAR A SEPARAÇÃO DO LIXO:

RECICLÁVEIS:
Papéis, vidros, embalagens, plástico, metais, isopor, embalagens longa vida, papelão, latas de refrigerante, embalagem de batom.


ORGÂNICOS/REJEITO:
Cascas, sobras de alimentos, papel higiênico, fraldas descartáveis, papéis sujos, restos de podas, pó de varrição, cigarro, guardanapo, palito de dente e de fósforo, filtro com borra de café, fio dental, algodão, sobra de batom, esponja de aço, cabelo, chicletes.


O que fazer com o óleo de fritura?

Depois de utilizado, deve ser armazenado em garrafas PET (longa vida) ou de vidro e encaminhado a um dos 31 pontos de Postos de Entrega de Óleo de Fritura (PEOF) . É importante que não seja colocado junto com os demais lixos para recolhimento, pois o recipiente pode quebrar ou catadores informais podem jogar fora o conteúdo, em lugar inadequado. Se o óleo se misturar com lixo seco, pode danificar o restante do material, impossibilitando-o para a venda.

Na água, o estrago é ainda maior. Gisane Gomes informa que um litro de óleo contamina um milhão de litros de água. "O simples fato de colocarmos o óleo de cozinha no vaso sanitário, pode causar dano extremamente grave ao meio ambiente", destaca Gisane.

O óleo separado também tem um destino no ciclo produtivo e pode ser usado como gerador de energia em caldeiras, produção de farinha, base para ração animal, e na produção de biodiesel.

Na Santa Casa, o óleo é coletado das fritadeiras, separado em bombonas e encaminhado à empresa específica para a reciclagem. Na Instituição, também existe o Projeto de Suinocultura, em parceria com DMLU. Ela consiste na coleta das sobras do preparo das refeições da cozinha central e do refeitório dos funcionários, encaminhados para alimentar os porcos.

Você sabia?

• Quando o lixo não é devidamente separado ou não é colocado para recolhimento do caminhão da coleta seletiva, todo o material vai para o mesmo destino: aterro sanitário, local aonde deveria ir apenas lixo orgânico. Com isso, os resíduos secos – que deveriam ser reciclados - são misturados aos de tipo comum e levam mais tempo para se decompor, o que prejudica o meio ambiente, além de não retornarem mais para o ciclo produtivo

• Porto Alegre é a única capital brasileira com 100% da cidade com coleta seletiva, sendo que desde 1990 não existe o conhecido lixão, forma inadequada que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. Na Capital, os resíduos recicláveis são recolhidos até três vezes por semana pelo DMLU, através de uma empresa terceirizada.

• O lixo seco entregue para a Coleta Seletiva é encaminhado às unidades de triagem, compostas por ex-catadores informais que se organizaram e formaram associações. Atualmente, são recolhidas pelo DMLU sessenta toneladas de lixo seco por dia. Automaticamente, esse material se torna novamente útil e ainda beneficia cerca de 900famílias que realizam o trabalho de separação.

SEPARAÇÃO DE LIXO: UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA

Li esta matéria na Revista Santa Casa - Ano 23 - Número 114 - janerio / março de 2008 e adorei. Por este motivo eu disponibilizei nete blog.

Separação de lixo: Uma questão de consciência
Texto: Graciele Garcia

Nestes tempos, em que o aquecimento global já atinge o dia-a-dia das pessoas e a falta de água preocupa, o que cada um está fazendo para contribuir com o meio ambiente?


A desinformação é, na maioria das vezes, o motivo pelo qual a separação do lixo não é feita. O fato de não saber como selecioná-lo corretamente faz com que muitas pessoas deixem de realizar essa importante contribuição para o meio ambiente.

A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, através do seu Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Serviço de Saúde (ProGResSo) - implementado em 1996 -, tenta conscientizar funcionários e visitantes para que tenham responsabilidade com o lixo que produzem, tanto no seu local de trabalho quanto em suas casas. Além da preocupação com o meio ambiente, a Instituição tem como objetivo evitar acidentes com os colaboradores, ensinando-os a separar, armazenar e descartar o seu lixo.

Segundo a equipe do ProGResSo, nem todo resíduo gerado dentro do ambiente hospitalar é considerado potencialmente infectante. Com isso, os lixos que não são hospitalares devem ser separados da mesma forma que nas residências.

Segundo Gisane Gomes, coordenadora do Serviço de Assessoria Socioambiental do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), os lixos hospitalares produzidos nas residências necessitam receber os mesmos cuidados de um hospital. "Os resíduos com risco de contaminação, utilizados em pessoas doentes tratadas em casa, devem ser esterilizados e protegidos", orienta. Os termômetros quebrados e remédios não podem ser colocados junto com os demais resíduos. Diversas farmácias na Capital recebem esses materiais e os encaminham para aterro sanitário especial para produtos perigosos. Verifique em seu bairro a farmácia que participa desse programa. Os remédios dentro do prazo de validade podem ser enviados para entidades beneficentes.

Na Santa Casa, os lixos são separados em:

Biológicos: Lixo considerado hospitalar. Resíduos que possam apresentar risco de transmissão de doenças. Esse tipo de resíduo é recolhido e separado por uma empresa terceirizada, que realiza o tratamento antes da disposição final.

Pérfuro-cortantes: Resíduos que apresentam características físicas de perfurar, cortar ou machucar. São separados em recipientes resistentes e com registro do Ministério da Saúde. O destino é o mesmo dos resíduos biológicos.

Químicos: São os resíduos que contém substâncias químicas perigosas que podem apresentar riscos à saúde pública ou ao meio ambiente. Ex: antibióticos, vacinas, quimioterápicos, termômetros de mercúrio quebrados, lâmpadas fluorescentes e chapas de raio x. São recolhidos, separados e depositados em local licenciado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), por uma empresa terceirizada.

Radioativos: Resíduos que contenham material radioativo em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Antes de saírem da Instituição, são armazenados em um depósito de rejeitos radioativos (revestido de chumbo), até que os níveis de radiação não sejam mais prejudiciais.

Reciclável: São os resíduos com potencialidade de reaproveitamento para a reclicagem e retornam à indústria como matéria prima.

Comum (orgânico): Resíduos que vão para aterro sanitário e não são reaproveitados.

IMPORTANTE:
Informações como dias e horários da Coleta Seletiva, pontos e endereços dos Postos de Entrega Voluntária (PEV) e Postos de Entrega de Óleo de Fritura (PEOF) estão no site do DMLU (www.portoalegre.rs.gov.br/dmlu), ou pelos telefones (51) 3289-6866 ou 3289-6999.
Na Santa Casa, informações podem ser obtidas através do e-mail progresso@santacasa.tche.br .

DICAS DE SAÚDE

PROTETOR SOLAR

Deve ser usado diariamente, inclusive no inverno. Mas nos momentos de maior exposição solar, o uso precisa ser intensificado. São indicados produtos que protegem tanto da radiação UVB (principal causadora das queimaduras), quando da radiação UVA (responsável por manchas, envelhecimentos, câncer de pele e pelas alergias solares) e da radiação UVC. Eles devem ser reaplicados sempre que huver suor ou contato com água. Peles mais claras exigem produtos com fator de proteção solar (FPS) mais alto, mas as peles morenas também devem ser protegidas.

Manchas como sardas e melasma (manchas que iniciam na gravidez ou com o uso de anticoncepcionais) tendem a surgir ou a piorar nesta época. Dessa forma, o uso de protetores é fundamental.

FRUTAS, PERFUMES E COSMÉTICOS

Certas frutas, como limão e bergamota, bem como perfumes e cosméticos que contenham essências cítricas, devem ser evitadas durante exposição solares por conterem substâncias que, em contato com o sol, podem causar manchas na pele e até queimaduras.

MEDICAMENTOS

Alguns tipos de antibióticos, diuréticos, antialérgicos e outras drogas podem ocasionar reação alérgica quando ocorre exposição solar. Quem utiliza esses medicamentos deve pedir orientação médica.

ACNE

Quem apresenta acne precisa ter cuidado especial nesta época do ano. As lesões de acne podem até apresentar melhora quando ocorrem as primeiras exposições solares, mas esse efeito tende a ser temporário. Muitos tratamentos para a acne devem ser substituidos, por contra-indicarem a exposição ao sol. O uso de filtro solar é fundamental para evitar que as lesões fiquem manchadas. Nesses casos, os produtos não podem ser gordurosos, mas sim na forma de gel ou loção sem óleo.

QUEIMADURAS SOLARES

São causadas pela radiação UVB. Para serem evitadas, é aconselhável ficar exposto ao sol somente em horário adequado, utilizar protetor solar tanto na pele quanto nos lábios, usar chapéu ou boné. O guarda-sol deve ser de pano e colorido. O guarda-sol branco e de nylon não filtra a radiação.

No horário de verão, exponha-se ao sol antes das 11 h e após às 17 h.

PRESSÃO ARTERIAL

Não existem cuidados especiais para o verão quanto à pressão arterial. Eles devem ser os mesmos recomendados pelo médico durante todo o ano. A idéia popular de que no inverno a pressão aumenta e no verão baixa é verdadeira. Mas há um grande índice de aumento da pressão durante a noite no verão. Por isso, quem toma remédios para controlá-la não pode diminir a dose sem orientação médica.

CUIDADO COM AS CRIANÇAS

Crianças com mais de seis meses de vida devem utilizar fator 60 para proteção contra o câncer de pele. Antes dessa idade, é desaconselhável a exposição dos pequenos ao sol na beira da praia em qualquer horário. Mesmo protegidos e embaixo de um guarda-sol, os bebês são atingidos pela radiação.

DE OLHOS ABERTOS E PROTEGIDOS

Com o aumetno do calor no verão e a aglomeração das pessoas, costumam ocorrer surtos de conjuntivites, especialmente as de orgiem viral, pelo seu alto poder de contágio. Para prevenir seu aparecimento, é importante lavar sempre as mãos antes de manusear os olhos e evitar o uso de toalhas, travesseiros e utensilios de outras pessoas. Deve-se evitar contato direto com indivíduos contaminados. O uso de colírios sem orientação médica pode levar a complicação com danos aos olhos.
O uso de óculos escuros, com filtro solar, é um meio eficiente de proteger os olhos contra o excesso de luminosidade e principalmente dos raios ultravioletas. Além de queimaduras da camada externa do olho, os raios solares podem causar lesões na retina, favorecendo o aparecimento da chamada degeneração da mácula, área de maior visã oda retina, relacionada à idade. É importante usar óculos de marcas reconhecidas e de fornecedores confiáveis. Óculos de procedência duvidosa podem prejudicar os olhos.

CÂNCER DE PELE

Atenção: Para que os sinais sejam percebidos logo no início, é necessário realizar uma vez por mês um auto-exame para identificar manchas suspeitas. Também devem ser observadas partes do corpo como couro cabeludo, entre as nádegas e solas do pé.
São suspeitas manchas que surgem na pele, aumentam de tamanho, mudam de cor, coça, sangram, têm bordas irregualres, cors diferentes e diâmetro maior que seis milimetros. A pessoa deve ir ao médico - dermatologista ou cirrugião oncológico especialista em pele - para que seja feito um exame profundo.

FATORES DE RISCO PARA CÂNCER DE PELE SÃO:

Pele, olhos ou cabelos claros, exposição excessiva ao sol, numerosas manchas no corpo e histórico familiar de câncer de pele. Além disso, pessoas que tiveram uma vez a doença devem ser a mesma indicada para as queimaduras de sol.
Pessoas negras apresentam mais melanina na pele e, por isso, são mais resistentes aos danos do sol, mas também podem ter câncer de pele. Por tanto, o uso de filtro solar é fundamental para todos.

COR DO VERÃO

O bronzeamento em câmaras de luz artificial é 15 vezes mais perigoso do que o Sol, o que aumenta a incidência de melanona, tipo mais letal de câncer de pele. O mais indicado para quem quer ficar bronzeado é o jato de tinta (para pessoas não alérgicas).

Fontes: Dr Felice Riccardi, oncologista especialista em melanoma; Dr Ítalo Marcon, oftalmologista; Dr Paulo Leães, cardiologista e Dra Rachel Garcia, dermatologista.

Matéria publicada na Revista notícias Santa Casa Ano 23 - número 114 - Janeiro / março de 2008

17 de mar de 2008

Síndrome da bexiga hiperativa atinge duas vezes mais mulheres

Esta matéria publicada no Jornal Correio da Bahia de 14 de março de 2008 é muito interessante. Vale a pena divulgarmos.


Síndrome da bexiga hiperativa atinge duas vezes mais mulheres
Distúrbio pouco conhecido faz o portador urinar diversas vezes durante o dia

Carmen Azevêdo


Constrangedora, a síndrome da bexiga hiperativa atinge duas vezes mais mulheres do que homens. A enfermidade, pouco conhecida, faz com que muita gente levante várias vezes para ir ao banheiro durante a noite, deixe uma reunião às pressas porque não contém a vontade de urinar ou, pior, perca a capacidade de reter a urina. Uma pesquisa para mestrado realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/BA) revela que, das três mil pessoas pesquisadas, 10% das mulheres e 5% dos homens sofrem do problema, que atinge entre 50 e cem milhões de indivíduos em todo o mundo.

O estudo mostra ainda que mais de sete idas ao banheiro por dia podem ser um sintoma da síndrome. Neste caso, o indivíduo deve procurar orientação médica principalmente de urologistas especialistas na área. O levantamento esclarece ainda que, em bexigas consideradas normais, assim que o reservatório encontra-se repleto de líquido, o músculo se contrai e faz com que a pessoa sinta aos poucos mais vontade de ir ao banheiro.

“No caso da síndrome, antes mesmo de a bexiga encher, a pessoa sente muita vontade e é obrigada a abandonar atividades do dia-a-dia para ir correndo ao banheiro”, explica Raimundo Celestino Neves, mestre em biotecnologia, saúde e medicina investigativa. Ele é autor da tese de mestrado intitulada Prevalência e grau de desconforto de bexiga hiperativa numa área urbana no Brasil.

Um dos malefícios da síndrome é que ela pode afetar a qualidade de vida do portador. O pesquisador cita alguns dados da pesquisa, que envolveu 1500 homens e 1500 mulheres em Salvador desde 2006 e com conclusão prevista para 2010. Os dados apresentados referem-se ao primeiro ano de estudos. As informações revelam que 70% das mulheres entrevistadas e 64% dos homens acordam no mínimo uma vez por noite para urinar.

Durante o estudo, foi verificado ainda o alto grau de depressão e ansiedade causado pelo mal aos portadores da síndrome. “Isso porque eles precisam parar todas as atividades que estão fazendo para ir ao banheiro”. O resultado disso, continua, são faltas constantes ao trabalho, inclusive pelo receio da perda de urina. “Apesar de esse não ser o sintoma mais freqüente, é o mais incômodo e o que mais preocupa as pessoas”, emenda. Entre as mulheres entrevistadas que têm urgência de urinar, 46% tem incontinência urinária. Entre os homens, o percentual cai para 28%.

***

Tratamentos são variados


Entre os fatores associados ao problema, explica o pesquisador, estão deslocamento do útero, e o período pós-gestação. Segundo ele, a passagem da criança pelo canal vaginal pode pressionar a bexiga e causar a síndrome. Tratamentos existem e podem levar à cura.


Terapias comportamentais podem ser adotadas, como uma menor ingestão de líquidos. Outra opção é o fortalecimento da musculatura da região da bexiga ou medicamentos que auxiliem o trabalho muscular. O tratamento varia de acordo com o paciente e com a avaliação do urologista. Cirurgias no reservatório também podem resolver curar a síndrome.


A diferença da bexiga hiperativa entre homens e mulheres é flagrante até os 59 anos. A partir dos 60, com o crescimento da próstata - que pode provocar pressão na bexiga -, o problema pode começar a ocorrer. Nesta idade, a prevalência da síndrome nas mulheres chega a 11,5% e nos homens, 10,6%.

13 de mar de 2008

1a CAMINHADA PELA PAZ NO BAIRRO DE BROTAS

A Caminhada sairá da Praça Frei Hildebrando(locaizada atrás do Col. Luiz Vianna), no dia 15 de março de 2008, às 09:30 horas. A Comunidade sairá com faixas e cartazes com pedido de mais segurança, melhor iluminação e paz para Brotas, em especial a Rua Waldemar Falcão e suas adjacências. Levaremos rosas brancas e balões brancos. Contamos com a presença da Banda Forró Dagata e Lactomia. A presença da Comunidade é muito importante. Participem vestindo branco!

Aproveito para dar apoio a caminhada que será realizada por toda Comunidade do Nordeste de Amaralina, que também será realizada no mesmo dia, 15 de março, a partir das 9 horas.

Veja a matéria divulgada no Blog de Rua.

a Paz: É a igualdade social quem faz!
Categorias: agenda
Trecho de documento escrito por jovens do Nordeste de Amaralina, um dos bairros mais violentos de Salvador:

"No próximo dia 15 de março, a partir das 9h, toda comunidade do Nordeste de Amaralina realizará uma caminhada em nome das dezenas de jovens, pais e mães de famílias mortos, todas os dias, pela violência. No último final de semana, a comunidade alcançou a lamentável marca de nove homicídios. Essa situação, embora divulgada nas páginas policiais dos grandes jornais e nos programas sensacionalistas e populistas da TV, não tem gerado nenhuma ação efetiva por parte dos poderes públicos. Apesar da dor, do medo, e da quase descrença na justiça, nós ainda acreditamos que, coletivamente, podemos fazer ouvir a nossa voz".

12 de mar de 2008

Cientistas fazem descoberta para o tratamento de Alzheimer

Uma equipe de cientistas de uma universidade espanhola demonstrou a interação que acontece entre uma proteína-chave para o desenvolvimento do Mal de Alzheimer e outra que constitui uma enzima usada em tratamentos paliativos contra a doença.

O trabalho, cujas conclusões aparecem publicadas na revista Molecular and Cellular Biology, pode abrir uma nova via de estudo para melhorar os tratamentos contra esta doença, informou hoje o Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha em comunicado.

A equipe de cientistas descobriu a relação entre a proteína presenilina 1, elemento-chave para o desenvolvimento da doença, e a enzima acetilcolinesterase, empregada em diversos tratamentos contra o mal de Alzheimer.

Os estudiosos comprovaram que os níveis da "proteína benigna", a acetilcolinesterase, diminuem para que haja uma mutação na "maligna", a resenilina 1.

Este resultado levou os autores da pesquisa a pensarem que o amadurecimento da acetilcolinesterase depende da atividade da outra proteína, descoberta que representa "uma nova via de estudo que pode ser útil para melhorar o tratamento, dada a relevância de ambas as proteínas no desenvolvimento de remédios", apontam os cientistas.

Além disso, os pesquisadores disseram que o trabalho pode contribuir para avançar na compreensão das causas que originam o mal de Alzheimer, já que a atividade da proteína presenilina 1 é o tema de muitas pesquisas.

O bloqueio da ação desta proteína por meio de medicamentos diminuiria teoricamente a formação dos compostos tóxicos desencadeados na doença, os péptidos beta-amilóides, e das placas neuríticas (depósitos de compostos tóxicos) características do mal de Alzheimer.

Além disso, o uso de remédios que inibem a atividade da acetilcolinesterase constitui a base do tratamento do mal de Alzheimer. Tal estratégia tenta manter níveis mais altos de um neurotransmissor relacionado com processos de memória e de aprendizagem, denominado acetilcolina, que está envolvido no desenvolvimento da doença.

EFE

publicado no http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2673052-EI298,00-Cientistas+fazem+descoberta+para+o+tratamento+de+Alzheimer.html

11 de mar de 2008

Câncer é efeito colateral de manipulação genética comandada pelo HPV

Infecção pelo vírus causa multiplicação de células e desativa genes antitumor.
Paradoxalmente, verrugas genitais não têm relação com surgimento da doença.

ação do HPV, ou papilomavírus humano, é uma das provas mais claras de que o câncer pode ser causado por agentes infecciosos, e não apenas por uma disfunção interna do organismo humano. O consenso entre os especialistas diz que é quase impossível ter câncer de colo do útero sem que o vírus tenha estimulado as células dos órgãos sexuais femininos a se multiplicarem de forma descontrolada (veja o infográfico http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL345665-5603,00-CANCER+E+EFEITO+COLATERAL+DE+MANIPULACAO+GENETICA+COMANDADA+PELO+HPV.html).

O HPV é o causador do segundo tipo mais comum de câncer feminino, que perde apenas para o câncer de mama em prevalência no mundo. O saldo mundial de mortes de mulheres na conta do assassino invisível fica em torno de 250 mil anualmente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A quantidade de pessoas infectadas no planeta é ainda mais impressionante, ficando em torno de 450 milhões, ainda de acordo com a OMS.



Existem dezenas de tipos de HPV, todos especialistas em infecções da pele e da mucosa, mas só alguns deles atacam a região genital e podem causar câncer. Paradoxalmente, embora alguns HPVs sejam responsáveis por gerar verrugas na vagina e no pênis (as populares "cristas de galo"), essas lesões incômodas e esteticamente desagradáveis em geral não têm ligação com o câncer propriamente dito -- são outros os vírus responsáveis por tumores.



O HPV invade o organismo por meio de lesões superficiais na pele e, uma vez dentro das células, consegue realizar o truque de "integrar" seu DNA ao DNA humano, tal como fazem muitos outros vírus. Um dos propósitos dessa integração é seqüestrar o funcionamento da célula para os propósitos do vírus, instruindo-a a produzir mais cópias do HPV (coisa que o invasor é incapaz de fazer por si próprio).


Ao mesmo tempo, os genes do vírus que se integram ao DNA humano também bagunçam o sistema natural de multiplicação e morte controlada das células da pele e da mucosa. Os dados obtidos até hoje indicam que o HPV, por um lado, estimula a multiplicação descontrolada das células humanas, ao mesmo tempo em que impede a chamada apoptose, ou morte celular programada, que ajuda o organismo a eliminar células anormais. O resultado é o câncer.

Vacina contra câncer de colo de útero protege por mais de seis anos, diz estudo

Imunização já foi aprovada para ser distribuída no Brasil e aguarda definição de preço.
Principal causa do tumor é o vírus HPV, que gera alterações no DNA das células.

Uma única dose da vacina contra o vírus causador do câncer de colo de útero, o HPV, é capaz de manter a mulher protegida por até seis anos e meio, segundo resultados apresentados nesta terça-feira (11) pela farmacêutica responsável por sua produção, a GlaxoSmithKline (GSK). A imunização já foi aprovada para ser utilizada no Brasil e agora aguarda apenas a determinação do preço pelas autoridades responsáveis.

A vacina que será distribuída por aqui já é vendida na Europa e no Japão e oferece proteção contra as quatro versões mais comuns do HPV, que respondem por 80% das infecções.

No caso dos vírus do tipo 16 e 18, todas as mulheres estudadas, entre 15 e 25 anos, apresentaram defesas acima do esperado ao longo de 6,4 anos de acompanhamento. Contra os tipos 45 e 31, a resposta foi um pouco reduzida, mas ainda suficiente para evitar o surgimento do tumor.

Os tipos 18 e 45 geram uma variedade especialmente agressiva do câncer, que ocorre em mulheres mais jovens e é mais difícil de ser pego pelos exames convencionais, como o Papanicolau.

O estudo foi feito no Brasil, no Canadá e nos Estados Unidos, e acompanhou 776 mulheres jovens que tinham participado anteriormente do primeiro estudo de eficácia da vacina.

Os resultados apresentados nesta terça-feira no Brasil foram divulgados na segunda, nos Estados Unidos, no Encontro Anual da Sociedade de Oncologistas Ginecológicos.

O Brasil tem 20 mil casos novos de câncer de colo de útero ao ano.

9 de mar de 2008

VOCÊ VAI VIVER 90 ANOS COMO PRETENDE CHEGAR LÁ? - PARTE II

BÚSSOLA. Hábitos saudáveis que podem mudar sua história

PRATO LEVE Consuma sete porções de frutas, legumes e verduras todos os dias, além de leite e derivados - iogurtes são muito bem-vindos. Coloque no prato feijão com arroz (de preferência integral), acrescido de carne magra, peixe, frango ou ovo. Reduza a ingestão de açúcar, sal, enlatados e gorduras, em especial as encontradas em carnes gordas. A dieta equilibrada faz bem ao coração, aos ossos e pode prevenir tumores.

EXERCÍCIO FÍSICO Treinos orientados preservam (e melhoram) o condicionamento físico, a força muscular e a flexibilidade. Ainda fortalecem os ossos, ativam a circulação e aumentam consideravelmente a irrigação do cérebro. Na impossibilidade de fazê-los, use mais as escadas e menors o carro. Faça caminhadas de 30 minutos pelo menos três vezes por semana.

DENTES FORTES A diminuição da massa óssea, agravada pela queda na produção hormonal, compromete também a sustentação dos dentes. Retração e sangramento gengival podem sinalizar esse distúrbio. Escove três vezes por dia e substitua o fio dental por uma escova intedental (a perda óssea aumenta o espaço entre os dentes, por isso o fio perde eficiência). Vá ao dentista a cada seis meses.

VACINAÇÃO Imunizar-se anualmente contra gripe pode evitar infeccções que agridem e desgastam o organismo. Pela mesma razão, vale a pena tratar logo inflamações, mesmo localizadas, como corrimento vaginal. Já a vacina contra o HPV impede o ataque do vírus responsável pelo câncer do colo do útero.

SEM CIGARRO Um dos tumores mais passíveis de prevenção é o de pulmão. Afastando-se do cigarro, derrubará os riscos de ter câncer. Além de manter protegidos o coração, os ossos e a pele.

CINTURA FINA A obesidade aumenta o risco de diabetes e penaliza as articulações. Cuidado com a gordura que se deposita na cintura: é a pior para o coração. Principalmente na entrada da menopausa, quando diminui o estrogeno, que leva as gorduras para os quadris - elas passam a se acumular na barriga. A circunferência da cintura não deve ultrapassar 88 centimetros. Mas não exagere, busque meios saudáveis de reduzir peso.

STRESS SOB CONTROLE A agitação constante agride as células e acelera o envelhecimento. Além de adotar antídotos como massagem e acupuntura, procure levar a vida com mais tranquilidade, colocando na agenda tempo para meditar. Alimente o bom humor: pessoas otimistas vivem bem mais.

LAÇOS AFETIVOS Pesquisas atestam que as amizades ajudam a prolongar a vida. Não so melhoram a imunidade mas também reduzem os riscos de ter depressão, síndrome do pãnico e doenças como Alzheimer. Já o isolamento social tem efeito contrário.

VOCÊ VAI VIVER 90 ANOS COMO PRETENDE CHEGAR LÁ?

Na revista Claudia de março de 2008 tem uma matéria com este título. Lendo-a retirei algumas dicas que são muito importantes para a prevenção das principais doenças.

BOLA DE CRISTAL. Exames que previnem as principais doenças

PRESSÃO ARTERIAL Na puberdade, ou a partir dos 13 anos é preciso verificar a pressão uma vez por ano. O normal é entre 12 por 8 e 12,9 por 8,4.

PERFIL LIPÍDICO A partir dos 20 anos, a cada três anos. Dosa as gorduras: colesterol, suas frações (HDL, o bom colesterol, e o LDL, que entope artérias) e triglicérides. As gorduras elevam o risco de infartos. O colesterol total não deve ultrapassar 200 miligramas por decilitro. O LDL, 129 miligramas por decilitro; e o HDL deve ser maior que 40 miligramas por decilitro. O triglicérides deve estar abaixo de 150 miligramas por decilitro.

GLICEMIA JEJUM A partir dos 35 anos, a cada dois anos. Mede o nível de açúcar no sangue para teste de diabetes. O normal é abaixo de no miligramas por decilitro. Resultados entre 110 e 126 apontam risco de ter a doença. Acima de 126, é diabetes.

TESTE ERGOMÉTRICO A partir dos 35 anos, anualmente. Eletrodos captam alteraçoes elétricas no coração enquanto o paciente anda na esteira ou pedala. Ajuda a diagnosticar obstruções nas artérias.

PAPANICOLAU A partir dos 18 anos, anualmente. Células do colo do útero são analisadas para identificar alterações pré-malignas. Se aparecer coceira, corrimento ou infecção, antecipe o exame.

MAMOGRAFIA A partir dos 40 anos, todo ano. A radiografia dos seios detecta tumores malignos. As chances de cura do câncer de mama chegam a 95% se descoberto cedo. Quando se tem parentes que sofreram de câncer, o exame se inicia anos antes.

SANGUE OCULTO NAS FEZES A partir dos 50 anos, anualmente. Análise laboratorial do material evacuado em dois dias rastreia o câncer coloretal. Pode ser substituída pela retrossigmoidoscopia, versão da colonoscopia que analisa a mucosa do reto e parte do intestino grosso, onde aparecem 70% dos tumores.

DOSAGEM DO TSH Aos 35 anos, repetida a cada cinco. O ginecologista solicita e, em caso de alteração, encaminha para o endocrinologista. O hormônio sintetizado pela hipófise para estimular a tireóide é dosado para saber se esse órgão,responsável pelo metabolismo, está bem. As disfunções não produzem sintomas, embora algumas pessoas com hipotireoidismo (a glândula age em ritmo lento) demonstrem cansaço e ganho de peso. No hipertireoidismo, há uma produção acentuada dos hormônios T3 e T4, também dosados por exames, o que provoca irritabilidade, taquicardia e perda de peso.

DENSITOMETRIA ÓSSEA A partir dos 45 anos, anualmente. Imagens da bacia e do fêmur são captadas por raios X e comparadas no computador aos limites da perda óssea esperada na idade. O normal é menos de 1, que significa prda de 10%. Enre e e 2,5 (perda de 10 a 25%), há osteopenia. Acima, já é osteoporose, que deixa os ossos mais porosos e sujeitos a fratura.

EXAME VISUAL A partir dos 50 anos, todo ano (antes, caso tenha histórico familiar ou alto grau de miopia). A finalidade é detectar glaucoma, aumento da pressão intra-ocular, que danifica os vasos sanguíneos, levando à diminuição gradual e irreversível do campo visual. No início, o quadro pode ser assintomático.

Não se engane: álcool, fumo e remédios são drogas. E seu filho corre perigo - Parte II

Álcool
Entre 12 e 17 anos, 54% dos adolescentes já experimentaram álcool e 7% apresentam um padrão de uso abusivo (20 ou mais vezes no mês), de acordo com o Cebrid. Preocupante: quanto mais precoce o consumo, maior o risco de dependência. Estudo da psiquiatra Susan Tapert, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, aponta que 47% dos adultos que começaram a beber antes dos 14 anos se tornaram dependentes, contra 9% dos que tiveram contato com álcool depois dos 21 anos. Mais: jovens com histórico de bebedeiras apresentam dano irreversível no hipocampo, região do cérebro responsável pela memória e ainda em desenvolvimento na adolescência. O abuso aumenta também a propensão a comportamentos de risco, como brigas e sexo sem proteção. E há relação direta com o uso de drogas mais pesadas. “Adolescentes que quase não bebem raramente se envolvem com drogas ilegais; dos que bebem em excesso, 16% começam a utilizar droga ilícita após dois ou três anos”, afirma Raul Martins.

O QUE VOCÊ PODE FAZER
A regra é simples: menor não toma bebida alcoólica; se beber, é só em ocasião especial e quantidade mínima. Se seu filho ultrapassou esse limite, a primeira providência é analisar o consumo de álcool da família. Quando a bebida é usada apenas em reuniões familiares e bebedeiras não são aceitas, o adolescente tende a adotar esse padrão. Já pais estressados, que só relaxam e se tornam receptivos depois de algumas doses, passam aos filhos a imagem distorcida de que o álcool soluciona problemas. Importante: nunca discuta enquanto o adolescente estiver embriagado. Espere que ele recobre a consciência e aí tenha uma conversa séria. Dependendo do caso, busque ajuda. O tratamento é multidisciplinar, envolvendo clínico-geral ou psiquiatra, para desintoxicação e eventual uso de medicamentos, e psicólogo, para acompanhamento emocional.

Cigarro
Até os 13 anos e meio, 24,9% dos estudantes já fumaram. Mas o tabagismo vem caindo no Brasil. “Isso porque o país investiu em educação e informação. Também teve impacto a proibição da venda a menores e a restrição da propaganda e do patrocínio a eventos culturais e esportivos”, diz o pneumologista Sérgio Ricardo, da Unifesp.

O QUE VOCÊ PODE FAZER
A prevenção começa na infância, com noções de respeito ao corpo. Mas, quando o cigarro já entrou em cena, não adianta proibir nem falar de efeitos distantes, como o risco de câncer de pulmão. “Fale dos problemas imediatos, como dentes amarelados, hálito ruim e mau cheiro, que diminuem o universo de ‘namoráveis’. Meninas se assustam com prejuízos à pele e envelhecimento precoce; garotos, com diminuição da capacidade física e risco de impotência”, ensina Sérgio. Ao menor sinal de que seu filho quer parar, busque ajuda.

Remédios
As anfetaminas e os ansiolíticos são as drogas preferidas pelas meninas; garotos usam mais anticolinérgicos, com incidência, respectivamente, de 3,7, 4,1 e 1,2%. Os anticolinérgicos, indicados no tratamento do mal de Parkinson, são comprados por causar alucinações. Anfetaminas (estimulantes) e ansiolíticos (de ação relaxante) são encontrados em muitas casas, em fórmulas para emagrecer e tranqüilizantes. O corpo se acostuma às drogas; sem elas, reage com náuseas, vômitos, cólicas, diarréia e cãibras. O uso pode provocar depressão, ansiedade, psicose tóxica e até a morte.

O QUE VOCÊ PODE FAZER
Em casa, mantenha essas substâncias sempre sob controle e, se notar desfalques, aborde claramente o adolescente. Os sinais do uso de remédios para dar barato se assemelham aos da embriaguez. Se confirmar a suspeita, busque ajuda especializada, pois esse é um ciclo difícil de ser rompido.

Tratamento de choque
Foi nos aniversários e baladas que comecei a beber. Eram coquetéis malucos de vodca, uísque ou o que estivesse à mão mais pó para fazer refresco, suco, leite condensado... Todo fim de semana, eu bebia muito, mas, como meus pais estavam dormindo quando eu chegava em casa, eles não percebiam. Até que um amigo bateu o carro e eu estava de carona. Meus pais ficaram chocados quando, no hospital, o médico fez sermão sobre quanto tínhamos bebido e o perigo de dependência. Levei um susto e resolvi parar. Há um ano continuo firme na minha decisão. Carlos*, 18 anos *

Sensação de voar
Eu adorava o cheiro do uísque que meu pai bebia ao chegar do trabalho. Com 9 anos, eu e minha irmã experimentamos. Ela vomitou e não bebeu mais. Eu achei ruim, mas depois curti a tontura. Queria ser astronauta e, quando bebia, me imaginava flutuando. Passei a beber toda tarde, chegando da escola, e aí dormia. Minha mãe achava que era porque eu levantava cedo. Aos 12, repeti de ano e minha irmã contou que eu não estudava porque dormia a tarde toda depois de beber. Minha mãe jogou as bebidas fora. Besteira. Fiz amizade com um pessoal mais velho e bebo com eles. Não sou dependente. Larissa*, 14 anos

* Nomes trocados para preservar a identidade dos entrevistados

Foto Fabio Heizenreder
Realização Noris Martinelli/Produção Sylvia Radovan/Cabelo e maquiagem Fabio Nogueira, Angel

http://claudia.abril.uol.com.br/materias/2759/?pagina6&sh=&cnl=&sc=

Não se engane: álcool, fumo e remédios são drogas. E seu filho corre perigo - Parte I

Achei fantástica esta reportagem publicada pela Claudia de março de 2008 e resolvi publicá-la neste blogger. Educativa e muito séria. Vale a penaler toda a matéria, assim aprenderemos a lidar com esta situação quando depararmos com o problem em família.


Aos 12 anos. É cedo assim que nossos adolescentes começam a experimentar essas substâncias que causam dependência e podem ser a porta de entrada para outros tipos de droga. Veja como prevenir e tratar o problema Suzana Lakatos e Fábio Mello

Mariana Sgarioni

Quando se pensa em drogas, poucas famílias percebem o perigo de substâncias que estão ao alcance do adolescente, às vezes na própria casa, como bebida, medicamento e cigarro. O fato de serem legais faz com que os riscos sejam minimizados e cria um terreno propício para o uso precoce. “No mundo, o período crítico dessa iniciação é dos 12 aos 16 anos, mas no Brasil ela se concentra entre 12 e 14 anos”, aponta o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, coordenador do Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo (PrevFumo), da Unifesp. Além da precocidade, o padrão de consumo também preocupa.

Dois estudos sobre o perfil e a ingestão de drogas no país trazem dados importantes. A boa notícia é que a incidência da experimentação vem diminuindo graças a fatores como o aumento de informação por parte da população, maior inclusão escolar e o envolvimento crescente das escolas na prevenção; a má é que os relatos de uso freqüente (seis ou mais vezes no mês) nesse grupo aumentaram. O II Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública nas 27 Capitais Brasileiras, de 2004, e o II Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, abrangendo as 108 maiores cidades brasileiras e publicado em 2007, foram conduzidos pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), do departamento de psicobiologia da Unifesp, sob supervisão do professor Elisaldo Carlini. Ele lembra que as drogas, lícitas ou ilícitas, causam dependência e fazem mal à saúde.

Proteção, prazer e risco
Também a motivação para o uso é a mesma: a busca de gratificação imediata. “É uma característica da sociedade atual, cujo consumismo cria a expectativa de que todos os desejos se realizem em curto prazo, de preferência no shopping mais próximo”, afirma Hélio Deliberador, coordenador do curso de psicologia da PUC-SP. Mas, se parece impossível mudar a sociedade de uma hora para outra, os pais podem ficar alertas a alguns fatores que aumentam ou diminuem o risco de o filho se envolver com drogas. E devem agir bem depressa em caso de perigo.

Pais que não usam drogas, estão atentos ao filho e cultivam o diálogo e o respeito ajudam o adolescente a se manter longe das drogas, acredita o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Unifesp. Na outra ponta, o desafio é suavizar o impacto dos fatores de risco. Significa, por exemplo, apoiar o filho na superação de dificuldades escolares – o problema que mais vezes aparece associado ao consumo de todos os tipos de droga. Um segundo grupo que precisa de atenção é o dos portadores de transtornos de ansiedade, como hiperatividade e déficit de atenção. Eles se envolvem mais freqüentemente com essas substâncias. A presença de usuários de drogas na turma de seu filho também deve mobilizar a família. Proibir a amizade pode levar o adolescente a mentir para não perder contato com o amigo. É mais eficaz transformar sua casa em ponto de encontro e ficar de olho. Eventualmente, uma conversa com os pais do amigo funciona. É bom ter claro que o adolescente não é capaz de avaliar as conseqüências dos seus atos. Cabe à família impor limites e saber com quem ele anda, como e onde se diverte. Diante da constatação de que o jovem usa drogas, é preciso questionar honestamente sua capacidade de protegê-lo. “O erro maior das famílias é adiar uma atitude em vez de buscar ajuda especializada”, diz Laranjeira.

Na hora de abordar o assunto, a melhor forma de ser ouvida é munindo-se de informação. “Apresentar dados concretos sobre os danos ao organismo funciona mais do que uma abordagem moralista”, recomenda o psicólogo Raul Aragão Martins, professor do departamento de Educação da Unesp, em São José do Rio Preto (SP). Em 2005, ele realizou o estudo Uso de Bebidas Alcoólicas entre Adolescentes e atualmente pesquisa o que influencia o consumo. Chegou à conclusão de que, para o jovem, essa é uma escolha pessoal, sobre a qual não reconhece a autoridade dos pais. Saber disso ajuda a evitar posturas autoritárias, que provocariam uma reação de desafio.

COSTAS QUENTES

Se você não pratica exercícios físicos, está acima do peso ou estressada, o risco de sofrer de lombalgia, dor que atinge a parte inferior das costas, é altíssimo. "Sobrecarregada, a musculatura da região se contraí de forma intensa e provoca uma inflamação", diz o ortopedista Sidney Schapiro,l de São Paulo, que indica antiinflamatórios e relaxantes musculares. "Mas para recuperar a potência muscular são necessárias sessões de fisioterapia, exercícios de musculação, alongamento, pilates ou RPG", orienta o ortopedista.

Matéria publicada na Revista Cláudia de março de 2008

DE MÃOS LIMPAS

Lavar as mãos sempre que for ao banheiro pode evitar doenças sérias, como pneumonia ou diarréia, e até diminuir o risco de infecção hospitalar. "Objetos, notas e moedas que passam por várias pessoas são colonizados por bactérias e se espalham facilmente", diz a epidemiologista Tatiana Campos, do Hospital Barra D´Or, no Rio de Janeiro. Para não correr riscos, não toque os olhos, a boca ou o nariz com as mãos sujas. Lave-as antes de manipular talheres, cozinha ou comer. Em banheiros coletivos, use sabonete líquido (não compartilhe a barra!), enxugue as mãos com papel-toalha e use-o para abrir a porta de saída. Para emergências, leve na bolsa um gel higienizador de mãos.

A TAXA DE INFECÇÃO HOSPITALAR NO BRASIL É DE 15,5% - TRÊS VEZES MAIOR DO QUE A MÉDIA MUNDIAL. A DOENÇA É RESPONSÁVEL POR 45 MIL MORTES POR ANO (Fonte: Ministério da Saúde)


(matéria publicada na Revista Cláudia de março de 2008)

INTRUSOS NO OVÁRIO

Nossos ovários produzem folículos todos os meses: um deles cresce mais, se rompe e dá início à ovulação. "Mas em algumas mulheres esse desenvolvimento estaciona no estágio inicial e, mês após mês, pequenos cistos se acumulam na parede dos órgãos. É a chamada síndrome dos ovários policísticos", diz o ginecologista Joji Ueno, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Os sintomas incluem menstruações espaçadas e excesso de oleosidade na pele. Às vezes o problema só é descoberto quando a mulher quer engravidar e não consegue. "A maioria responde bem a tratamentos que estimulam a ovulação e o equílibrio hormonal. Em apenas 30% dos casos é preciso usar hormônios injetávies".

(reportagem de Juliana Diniz publicada na Revista Cláudia março 2008)

7 de mar de 2008

DIA 8 DE MARÇO

Mulheres fantásticas:

"Primeira mulher a dirigir um trem de carga, a maranhense Ana Tereza Rio Branco Silva comca os 28 vagões de minério e o trem de passageiro da Companhia Vale"
(reportagem publicada na Edição Especial - Mulheres do Brasil - distribuída com a Revista Claudia de Março de 2008 - por Patrícia Negrão Fotos Marta Santos)

"Rebelde com causa
Na década de 90, Carla Camurati ressuscitou o cinema nacional com seu longa-metragem Carlota Joaquina - A Princesa do Brasil. Acostumada a vencer desafios, ninguém melhor do que ela para dar nova vida ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro"
(reportagem publicada na Edição Especial - Mulheres do Brasil - distribuída com a Revista Claudia de Março de 2008 - por Maria Silva Camargo Fotos Marcelo Correa)

"Guardiã de Baleias
Desde 1996 no Projeto Baleia Franca, a bióloga gaúcha Karina Groch não cansa de admirar, durante o inverno, a chegada dos mamíferos de 60 toneladas e 18 metros que escolhem as praias da costa catarinense para ter seus filhotes"
(reportagem publicada na Edição Especial - Mulheres do Brasil - distribuída com a Revista Claudia de Março de 2008 - por Regina Valadares Fotos Célia Mari Weiss)

"Mulher Rendeira
"Juntar universo - o agreste brasileiro com o Primeiro Mundo, a tradição com a inovação, o artesanato com a alta-costura, o familiar com o estrangeiro - é o desafio da etilista pernambucana Fátima Mergulhão"
reportagem publicada na Edição Especial - Mulheres do Brasil - distribuída com a Revista Claudia de Março de 2008 - por Fernanda Pomeu Fotos Marta Santos)

"Uma anja endiabrada
Ela queria tocar harpa sobre as nuvens. Mas o universo tinha outro plano para a carioca Cristina Braga: mandou que trangredisse partituras, ousasse novos acordes e fosse uma das maiores harpistas do Brasil, arrancando desse instrumento celestial sons incriveis"
(reportagem publicada na Edição Especial - Mulheres do Brasil - distribuída com a Revista Claudia de Março de 2008 - por Simone Intrator Fotos Marcelo Correa)

"Cinderela Mineira
A frente de uma das maiores empresas de calçados femininos do Brasil, Luiza Barcelos dispensa, salto alto, trabalha muito e com muito prazer"
(reportagem publicada na Edição Especial - Mulheres do Brasil - distribuída com a Revista Claudia de Março de 2008 - por

RESSACA E ANIVERSÁRIO DO BLOCO AMIGOS DO SEU ZANATTA ANO 2







CONVITE



CONFORME COMPROMETIDO E PROMETIDO, O METIDO DO “SEU ZANATTA” ESTARÁ CELEBRANDO SUA DATA NATÁLICIA NO PRÓXIMO DIA 14 DE MARÇO NA BARRACA DO SEU VINHAS E NO ACARAJÉ DA SUA CEIÇA COM AS PRESENÇAS ILUSTRES DO SEU GLAUBER ROCHA E SEU CASTRO ALVES. ALIÁS, TRAGA UM POEMINHA DE CECEU E MOSTRE SEU TALENTO DE DECLAMADOR-ENROLADOR SEM DIREITO A PREMIAÇÃO.



SÃO, NO SENTIDO DA SANIDADE, 50 ANOS, MEIO-SÉCULO, CINQUENTÃO, GOSTOSÃO, TESÃO E [UM] PÃO... VEJAM E COMPROVEM NAS IMAGENS GENIAIS E GENITAIS DO SEU ÂNGELO ROBERTO [CARLOS E AS BALEIAS].







ASSIM SENDO, NA SEXTA, DIA 14 DE MARÇO, MÊS DAS ÁGUAS, ESTAREMOS NELAS A PARTIR DAS 17:00H NO SEU E NA SUA!



NÃO ESQUEÇAM DOS PRESENTES E DOS AUSENTES! DISTRIBUAM E MULTIPLIQUEM... SEXO SÓ COM CAMISINHA E VONTADE DE FAZER!


FELIZ DIAS INTERNACIONAL DA MULHER

O Blogger Toca das Informações homenageia as mulheres com esta frase de Artur da Távola.

“Enquanto houver mulheres alegres falando, florando, fluindo e influindo de amor a humanidade pode ter alguma esperança.”

6 de mar de 2008

CIENTISTAS DESCOBREM PODER NUTRICIONAL DO CAMU-CAMU

Um dos leitores de meu blogger, ao ler a matéria publicada sobre o camu-camu, solicitou que novas matérias fosse postada sobre essa preciosidade. Então aqui segue a matéria sobre o poder nutricional, bem como site da UNICAMP, faculdade voltada para a citada pesquisa.



O camu-camu, fruta pouco conhecida e originária da várzea amazônica, tem despertado interesse de pesquisadores da Unicamp por seu enorme potencial nutricional. A fruta, de cor arroxeada, possui em média o dobro de vitamina C, se comparada, por exemplo, à concentração encontrada na acerola. Em relação à laranja, a quantidade de ácido ascórbico chega a ser 60 vezes maior. A fruta é rica também em potássio, cálcio e antocianinas.

Fruta amazônica contém altas concentrações de vitaminas

O camu-camu contém, por exemplo, cerca de duzentos miligramas de antocianinas por cem gramas de polpa, quantidade nada desprezível do ponto de vista nutricional. As antocianinas são pigmentos naturais presentes em frutas de tonalidades vermelha e azul, importantes para a alimentação saudável, pois apresentam propriedades antiinflamatórias, antimicrobianas e vasodilatadoras.

“Se houvesse incentivo à produção da fruta por parte das autoridades, as exportações seriam alavancadas. O Brasil poderia ser o principal exportador de frutas tropicais do mundo”, defende a engenheira de alimentos Rosalinda Arévalo Pinedo. Ela desenvolveu pesquisa de doutorado sobre manutenção dos atributos de qualidade do camu-camu, na Faculdade de Engenharia Química (FEQ), orientada pelo professor Theo Guenter Kieckbusch.

Rosalinda argumenta que o camu-camu tem potencial para incrementar as exportações de frutas no Brasil, pois além do grande número de rios no país – fator que pesa para a sua proliferação – a fruta tem demonstrado boa adaptação à terra firme. A pesquisadora cita o exemplo do Peru, onde a fruta é encontrada em grandes proporções. Com o incentivo do governo local, a economia teve um forte aquecimento na exportação da polpa congelada para os Estados Unidos, Europa e Japão, chegando a uma produção anual superior a 200 toneladas.

No Brasil, além da fruta não ser conhecida nem mesmo por parte das populações ribeirinhas, a produção é quase nula, com exceção de duas cidades do Estado de São Paulo que dispõem do plantio em terra firme. Ela calcula que existam perto de dez mil pés nas regiões de Iguape e Mirandópolis.

“Os pequenos agricultores destas cidades oferecem as suas produções para a Ceagesp, na capital paulista. As vendas destinam-se, basicamente, ao desenvolvimento de pesquisas. A população desconhece o potencial nutricional da fruta e as alternativas para o seu consumo”, explica. No Peru, o camu-camu é usado no preparo de sucos, sorvetes, doces e picolés. A fruta in natura não é bem aceita para o consumo por ter um sabor considerado ácido e gosto adstringente.

Um dos países com maior interesse no camu-camu é o Japão. Em dezembro de 2006, o Brasil iniciou timidamente as exportações para aquele país. Por isso, as pesquisas em torno desta nova “descoberta” são importantes. No caso de Rosalinda, ela conseguiu manter índices considerados excepcionais de concentrações de vitamina C e de antocianinas na polpa congelada do camu-camu, sem a necessidade de adição de estabilizantes.

“A perda de vitamina C, por exemplo, foi em torno de 7% a 10%, em 180 dias de armazenamento, com temperatura inferior a 20oC. Trata-se de um índice considerado extremamente baixo para os compostos nutracêuticos em geral. A idéia é conseguir uma polpa a mais natural possível”, esclarece.

3 de mar de 2008

RECICLAGEM DE ÓLEO VEGETAL. VOCÊ NÃO SABE COMO DESCARTAR SEU ÓLEO DE COZINHA? PARTICIPEM DESTA INICIATIVA!

Iniciativa como esta, merece ser parabenizada e divulgada. Vamos participar, dando um "destino ambientalmente correto ao seu resíduo".

Participem desta campanha, divulgando esta matéria e o endereço no Rio de Janeiro para recebimento do óleo vegetal.



Você sabia?

1 litro de óleo é o suficiente para contaminar 1.000.000L de água...

1 milhão de litros de água é o consumo médio de uma pessoa por 14 anos...

O óleo, além de contaminar a água e o solo, obstrui as tubulações e atrapalha o tratamento dos esgotos...

VOCÊ NÃO SABE COMO DESCARTAR SEU ÓLEO DE COZINHA?

A partir de agora, todas as quintas-feiras, de 8h às 11:30h, a Dirac recebe seu óleo de cozinha e dá um destino ambientalmente correto ao seu resíduo.

Traga, em uma garrafa pet, seu óleo de cozinha usado. Faça uma parceria com a Dirac e ajude a preservar o ambiente para nossos filhos...

Postos de coleta
Portaria da Dirac
Almoxarifado Central
Expansão

Dúvidas: astec_meioambiente@fiocruz.br

Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 2008